(foto de minha autoria)
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Talvez...
(foto de minha autoria)
domingo, 17 de maio de 2009
Correntes
Com as palavras
O desejo em linhas paralelas
Em nossas vidas
Encontro do rio com o leito deste mar
Que trago sempre pronto
Para teu desaguar.
E voltar a ser a prisão que fui
Como carcereira de mim...
Porque assim me impões
Solidão....
Dias de espera que a vida nunca me devolve
Em tua companhia.
BF
(foto minha)
segunda-feira, 11 de maio de 2009
sábado, 9 de maio de 2009
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Direito e Dignidade no Trabalho
Pela primeira vez levei a minha filhota às comemorações do 1º de Maio – Dia do Trabalhador
Já um pouco cansada de estar ali perguntou:
- Mãe que faço aqui...ainda não trabalho?
Simplesmente respondi “.... espero que quando cresceres, para além de teres trabalho, também tenhas direitos e não só obrigações que é já só quase o que a mãe tem”
terça-feira, 28 de abril de 2009
Para um amigo...
E sabes, o quanto te vais custar voltar a subir...
Chegares ao cume da montanha da tua vida.
Voltares a elevar o olhar sem que vislumbres
Negras nuvens no horizonte.
No sopé estão todas as pegadas das lembranças,
Das mágoas de um passado que não te querem deixar
Partir...
No entanto tens o desejo de descolar,
Como pássaro em busca de nova paragem.
E tens o amanhã na distância desses passos.
Essas escarpas rochosas que te ferem o corpo cansado,
Não passam de lembranças.
Vira-lhes as costas!
Há um caminho que podes sempre escolher.
Aquele que ninguém percorrerá por ti, mas que também
Não terás de percorrer sozinho...
Mesmo que te sintas numa enorme solidão,
Nunca serás palavra só!
Estás presente no olhar e no carinho de pessoas
Que muito te querem.... exactamente como és,
Único nessa tua forma de gostar e mimar.
Estares aqui neste canto de coração é como
Sentir a tua presença no sofá da sala...
Uma mão suave sobre a nuca...
Encontrar o calor do olhar.
No entanto teimas em descer....
Continuas a descer...
Mas eu quero te ver no cume da montanha.
Quero que sintas as mãos que te amparam na subida...
Quero voltar a ver um sorriso que desanuvie
Essa nuvem que te assombra o semblante.
Há um novo amanhã!
Mesmo que o hoje nada diga... vai sempre haver um amanhã,
Em que tu estarás lá.... sempre... subindo!
Eu sei.
Eu sinto...
Ainda acredito nesse amanhã.
BF
sábado, 25 de abril de 2009
Nascer Abril de Novo

Assim numa madrugada
As palavras surgiram nos olhos
Que silêncios serraram
E Abril abriu...
E ficou assim numa canção
Eterna na tua mente.
Transportas a cor de Abril
Pintas com ela a cidade
Alastra pelas ruelas
E há tantas mãos abertas
Que para as tuas se estendem
E agarras e sorris!
Não sabes ...não entendes!
E Gritas é Liberdade!
Abril passou ....
Abril Ficou...
E Tu .. esperas o Abril que Nasceu Hoje.
BF
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Fado do Contentor
Cada vez mais as politicas de “Fazer Cidade” vão contra o ambiente, no sentido de tornar a cidade uma prisão fechada em si mesma. Haja mais vozes como esta de Manuel Alegre. Temos o direito de discordar da Ampliação do Terminal de contentores de Alcântara que esconderá mais o rio da cidade
Já ninguém parte do Tejo
Para dobrar bojadores
Agora olho e só vejo
Contentores contentores.
E do Martinho Pessoa
Já não veria o vapor
Veria a sua Lisboa
Fechada num contentor.
Por mais que busques defronte
Nem ilhas praias ou flores
Não há mar nem horizonte
Só contentores contentores.
Lisboa não tem paisagem
Já não há navegadores
Nem sol nem sul nem viagem
Só contentores contentores.
Entre o passado e o futuro
Em Lisboa de mil cores
O sonho bate num muro
De contentores contentores.
Por isso vamos cantar
O fado das nossas dores
E com ele derrubar
O muro dos contentores.
Manuel Alegre
domingo, 18 de janeiro de 2009
domingo, 11 de janeiro de 2009
A Minha Filhota
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Andando por aí ...pela cidade.
Encontro-me nas ruas que escolhi
Não há distancias. Há palavras. Há sorrisos
E amigos...
Há a esperança de encontrar o que perdi.
Sento-me num banco solitário.
Chegaram
As lembranças...
E encurtaram-se as distancias.
E voltaram as palavras. Os sorrisos
E os amigos... E,
Vou por aí pela cidade
Sentindo a leveza dos passos na calçada
Seguindo a chama acesa que me guia...
E, é esta a minha estrada.
BF
sábado, 20 de dezembro de 2008
Num dia de Dezembro
Os dias passaramDepois, foram meses e já anos a passar
...por mim.
Foi num dia igual ao de hoje, marcado no calendário.
Trago comigo as memórias do que fomos nessa tarde.
Do encontro tantas e tantas vezes vivido...
O desejo que me iluminava o olha,
E, o rio de amor à nossa espera.
Eras o meu barco parado no cais...aguardando por mim.
Foste o ponto de embarque...
Soltaste as amarras
E eu continuei
Viajante solitária por esse rio
De uma só corrente...
A minha.
E neste barco à deriva de sentires,
Hoje... num outro dia igual,
A tantos outros que já passaram,
Continuas a ser a corrente que me faz balançar
... Continuas a ser o meu mar...
A foz onde acabo sempre por desaguar.
BF
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Porque tenho fases musicais...
Jorge palma
domingo, 23 de novembro de 2008
Então é Natal
Também eu sempre gostei do espírito de natal. Só que cada vez mais o natal começa a ser uma época de lembranças. Recordações de outros natais vividos.
Faltam-me tantas pessoas...
Essas que me ensinaram o verdadeiro sentido do espírito de natal. Natais mais pobres de presentes mas tão cheios de carinho. Em que o amor era expresso no olhar e não no valor por debaixo do embrulho com um grande laçarote.
Quando criança encontrar umas guloseimas dentro do sapatinho, que deixava junto à lareira, era uma verdadeira festa. Sabia que não poderia ter mais que isso. Mas no fundo tinha tanto tanto...
Tinha os alicerces ao meu lado. Aqueles que hoje me faltam.
Mas porque tenho que passar esses valores, esse espírito de natal para a minha papoilinha, vou olhar para o alto, mandar-lhes um sorriso e continuar com um brilho no olhar.
Já cheira a Natal.
BF
domingo, 16 de novembro de 2008
Nada mais que palavras...
Planifica os sentires para que não ultrapasses etapas;
Há palavras sagradas que não devem ser ditas em vão;
Cola os sentimentos que te rasgaram e guardaste na gaveta,
Antes de chegares.
Do outro lado está um coração igual ao teu.
Ainda com restos de cola em seu redor,
De tanto se tentar consertar…
Quando sonhares
Tenta perceber se mais alguém está a sonhar,
Contigo, no mesmo espaço temporal.
Para que... nunca acorde num sonho findo.
É que mesmo ficando com mais lascas espalhadas,
Há quem acredite…ainda,
Que vale mesmo a pena sonhar!
BF
domingo, 9 de novembro de 2008
A NEVE /Serra da Estrela
como quem chama por mim...
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim...
É talvez a ventania;
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento, com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
Há quanto tempo a não via!
E que saudade, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
de uns pezitos de criança...
E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
- depois em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...
Que quem já é pecador
sofra tormentos... enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na natureza...
– e cai no meu coração.
Augusto Gil - Luar de Janeiro, 1909
domingo, 2 de novembro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Brincando aos poemas
Hoje resolvi escrever um poema
De perna para o ar
Com as palavras que ficaram por dizer
E outras tantas que ainda irão chegar...
Um poema de saudade
Ou de simples solidão
Um poema mariposa
Que voe de mão em mão...
E, se na tua poisar
Não o lances logo ao vento
Deixa que ele te toque
De leve no pensamento.
BF
sábado, 27 de setembro de 2008
Rocha do Norte, Sou
Foi este ar que primeiro alagou meus pulmões ao nascer …
Sou e serei sempre Rocha do Norte que gosta de girassóis e de papoilas e que meteu na cabeça que tem de rumar a sul…
Nessa dureza, nessa força que me embebe o ser, busco a coragem de continuar a sentir… a viver e a amar assim.
Necrópole de S. Gens..... Corria uma lenda de que, quem conseguisse deitar o rochedo ao chão, encontraria um tesouro... até à data o bonito rochedo continua em pé junto às inumeras sepulturas cavadas nas rochas.
BF
fotos tiradas por mim e pela papoilinha (daí a qualidade não ser grande coisas)
sábado, 20 de setembro de 2008
Simples desejo...nada mais
domingo, 14 de setembro de 2008
Justiça Para Flávia

Do Outro lado do Atlântico, no Brasil na mesma altura, Janeiro de 1998, uma outra mãe, Odele de Souza, vivia a tragédia que lhe mudaria por completo a vida. A sua filhota Flávia, de 10 aninhos, sofria um acidente num ralo da piscina do condomínio onde morava. Flávia encontra-se hoje com 20 anos e há 10 anos que está em coma vigil.
Odele é uma Mulher de coragem, que muito tem lutado, ao longo destes 10 anos contra a lentidão da justiça e alertando o mundo para que acidentes destes não mais aconteçam por descura humana (de construtores, fabricantes, fiscalizadores..etc…etc), toda a história da Flávia e a luta de Odele pode ser acompanhada através do seu Blog Flávia Vivendo Em Coma.....
Hoje, como mãe, e acima de tudo como ser humano, quero dar o meu contributo neste abraço colectivo de solidariedade para com a Flávia e sua mãe Odele
sábado, 6 de setembro de 2008
Tanto de mim
Na noite feiticeira
Ansiava teu corpo
Sabia que te teria assim…
Carnal agonia de querer
Arder no fogo
Aceso dos olhares
Sensitivos na pele
Matar os desejos
Secretos
De tantos outros quereres…
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Correntes de vida
Água puraBF
Ou verde campo
Agreste vento
Sou
E se tu achas que
a corrente me levou
Sente agora a força com que florescem as margens
Desse
rio vivo
Transformado em leito
Pela força do muito querer...
Amanhã,
O mesmo agreste vento
Que penetrava a
alma
Refrescará as pétalas de vida
Resplandecentes,
Sementes
germinadas,
Neste campo em que quero
Continuar a sentir…
florir.
Foto de minha autoria
sábado, 2 de agosto de 2008
Rumo a Sul...
Porque o meu amor pelo Alentejo tem aumentado ao longo dos tempos…
E como alguém me dizia em jeito de repreenda há uns dias atrás:
“- Se este país é um rectângulo e tu estás a meio, porque raio é que teimas em rumar sempre para Sul?!”
Porque não sei responder.
Até porque eu sou
mais rocha do Norte...
Inverno frio que se entranhou na pele,
ruga que fica…
passando de geração em geração,
de gente perdida,
Procuro no meu rumo a sul amplitude
Do espaço e, tanto... tanto mais que não posso dizer!
Hoje, mais uma vez, pensei muito em ti.
BF
domingo, 20 de julho de 2008
Entrei em descanso.....

...mas não de sentires e de emoções...
Ausente de vós e de mim por algum tempo.
Logo, logo voltarei ....
BF
Imagem de João Carlos
sábado, 12 de julho de 2008
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Estados de alma...
O frio a bater… lá fora
Perdida,
Caída a noite .. será inverno?
Que escuro!
São sombras da vida que passa
Pelas pedras calcorreadas
Já gastas de tanto passar.
Procuro a luz...
Numa fresta de janela,
Um raio ou um reflexo,
Um pequeno cintilar.
Está escuro lá fora!
E cá dentro… muito frio…
Sem uma luz a brilhar!
BF
Palavras e imagem da minha autoria
domingo, 6 de julho de 2008
Ardia...
Cemitério de Pianos
José Luís Peixoto
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Quem disse?

quarta-feira, 11 de junho de 2008
Malvas Rosa....
Porque a ausência é palavra que me incendeia o querer... a saudade aumenta assim como o desejo de ter aqui. Assim, vou memorizando nos olhares as palavras com eles trocadas. Serei por certo uma pequena palavra nesse teu mar de letras ou, será que sou, a erva daninha que teima danificar o teu jardim?! Porque agora a distancia é tão física, e no entanto, nunca te senti tão junto de mim. Esta ausência é serena, não dói pois sei que estamos juntos em pensamento. Como erva daninha quero crescer entre as malvas rosa. Será que conheces as malvas rosa?! São flores altivas de um mesmo tronco, no entanto tão singelas na sua beleza, assim como as palavras são parte de ti. És o meu tronco de malva rosa. Aroma que respiro. Navego, ou será que voo, pelo teu mundo de palavras? Te absorvo mais e mais… Querer beber-te na essência. Conheço os teus escritores e algumas das tuas músicas, poetas e neles te revisito em ti. No entanto, não sei das tuas flores… do teu jardim! Gostas de malvas rosa?
sábado, 7 de junho de 2008
Estou em mudanças :)

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luís de Camões
domingo, 1 de junho de 2008
Com dedicatória... porque....a tua ausência dói-me...

domingo, 25 de maio de 2008
Espraiar sentires....
E te perco na fúria das marés
Atraído pelo feitiço da lua
Tu vais
E... apenas estendo um braço
Querer te agarrar e não ser capaz
Aumentou a distancia
Hoje estás para lá de mim…
BF
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Porque me apetece Pedro Tamen

Só me separa intenso do que foge
pelo meio dos fumos e das micas
a bala que me apontes e se aloje
onde resido eu, e tu te ficas:
nesse lugar de goma almiscarada,
e mascarada (que não é possível
de modo outro ser-se), tu, a fada
de cor e pele e carne mais doível,
ergues as mãos de lacre no que sou
e tocas essa vara, vime e lenho,
no que passar, ou passe, ou já passou
_ e assim é que me perco e que me ganho,
pois que por ti tudo o que tenho dou,
pois que de ti o que te dou retenho.
Pedro Tamen
(foto a caminho do sul - BF)
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Estranho amar

Por ângulos distorcidos da vida
Imagem projectada de um outro viver
Passagem interrompida na margem
Solitária do rio…
Estranho viver
Neste vaivém constante de quereres
Estar mais perto de mim e de ti tão longe
Distâncias gravadas na ausência do olhar
Perdido na espera…
Estranho amar
Esta chama que consome a alma
Na fogueira da paixão por viver
Acendalha esquecida nas cinzas
Desalento… frio
… Estranho amar!
BF
Imagem de Paulo Branquinho retirada de Olhares.com
terça-feira, 13 de maio de 2008
Parabéns ao Campo.......
Um ano cheio de sentimentos por aqui partilhados…
Onde nem sempre a assiduidade é a regra.
Nem sempre a vontade de escrever ou ler os amigos que por aqui encontrei são diárias.

E, como diz o António Castro na
"Minha Voz de Vento"
Eu sei que não quero tópicos
Limites às minhas ideias
Parágrafos-guias
Ou conclusões.
Nos meu sonhos de escrita
Próprias palavras
Não me amarrem nas minhas
No meu individualismo!
Guardem as vossas regras de escrita
Para vocês…
Pois nunca escreveram.
Escrever não se ensina
Dá-se.
Escrever é paciência
Estimulante
Que não limita!
É gostar para fazer gostar
É motivar, entender e ajudar!
Não aceito as vossas regras
Que vos aprisionam
Nos vossos próprios limites!
Não quero silêncios de Sombra
Na minha voz de vento
Rápida e forte!
(António Castro)
sábado, 3 de maio de 2008
Mãe/Mulher coragem
É ter algo para dar sem pensar em receber
Sofrer, chorar e não mostrar
A tristeza que seu coração contem…
Ser mulher é ser Mãe
Na coragem do embalar
Um corpinho frágil
Saído de seu ventre
Ou da afectos tornado…
Ser mulher
É amar de
Amante
Mãe
Amiga
Companheira
Ser mulher é sofrer
Esconder a lágrima
Que na face teima em rolar
E num sorriso camuflar
Toda a dor que por vezes sente
Porque ser mulher é ser
Coragem de ir em frente….
BF
terça-feira, 29 de abril de 2008
Quero-te
Disfarças entre as palavras
E guardas de mim
Quero os carinhos
Promessas feitas em versos
Escritos a dois
Quero realizar o sonho
Que permanece cá dentro
Quero ter direito a ver
O brilho do teu olhar
Acordando entre os meus braços
Quero sentir o serenar
De teu corpo cansado sobre o meu
Quando somos um
Quero ser mar revolto
Porto de abrigo
Praia deserta para te encontrares
E no crepúsculo da vida
Quero ser o ar
Que alenta o teu caminhar
Quero ser palavra
Gesto
Toque
Olhar
Quero ser teu cheiro
Quero ser Amar
BF
quinta-feira, 24 de abril de 2008
terça-feira, 22 de abril de 2008
Dias Felizes
E no dia em que os sinos dobraram
Ecoando cá dentro
Nos unindo numa prece…
Em que as aves voaram para longe
Em demanda de novos horizontes...
E, no correr dos sentidos,
Lembranças de estações passadas
Transformadas em ténues centelhas de esperança
Que guiam as almas cansadas…
E, os sinos que retumbavam nas memórias,
Eram batidas de um coração que vibrava
De amor vivido…
Anunciado aos ventos
No alegre chilrear do bando
Lá longe no horizonte
E nesse dia….Fui Feliz
BF







