sexta-feira, 27 de junho de 2014

sábado, 21 de junho de 2014

A bailarina



"...Bailó primero con los ojos y con sus párpados alados de pestañas.
¡Entre sus dos manos, su cabeza pesaba lo que pesaba el mundo!
Por último, su rostro se iluminó,
dio tres pasos, arqueó su cuerpo,
y sus manos extendió desesperadamente...
y de pronto se irguió y nos las regaló abiertas
después de aprisionar el perfume ondulado de las rosas..."

(Final do poema árabe A Bailarina, escritor anónimo, do Livro Jardim das Carícias, que foi pela primeira vez traduzido e publicado em Francês por Franz Toussaint.)

Optei pela versão Espanhola pois foi aí que foram encontrados os manuscritos

Foto de minha autoria

BF 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Mar



Mar
  
Mar, metade da minha alma é feita de maresia
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.

E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras.

Sophia de Mello Breyner Andresen, Poesia I


Fotografia de minha autoria

quinta-feira, 12 de junho de 2014

terça-feira, 3 de junho de 2014

As rosas murchas do teu jardim



Assim vai definhando
tudo o que foste em mim 
pétala a pétala 
por entre as rosas secas do teu jardim
BF