sábado, 6 de dezembro de 2014

Luzes no meu caminhar



Porque há sempre uma luz no meu caminhar
mesmo no caminho mais enlameado
para que não escorregue nem tropece nas
pedras soltas.....
que teimam em aparecer pela calçada deste meu percurso de vida!


BF

Foto de minha autoria

domingo, 9 de novembro de 2014

Amor



Amor

o teu rosto à minha espera, o teu rosto
a sorrir para os meus olhos, existe um
trovão de céu sobre a montanha.

as tuas mãos são finas e claras, vês-me
sorrir, brisas incendeiam o mundo,
respiro a luz sobre as folhas da olaia.

entro nos corredores de outubro para
encontrar um abraço nos teus olhos,
este dia será sempre hoje na memória.

hoje compreendo os rios. a idade das
rochas diz-me palavras profundas,
hoje tenho o teu rosto dentro de mim.


José Luís Peixoto, in "A Casa, A Escuridão"

Foto de minha autoria 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Alagas-me



Alagas-me a existência com as chuvas de outono

BF

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Cais de Abrigo



Aqui
entre memórias
há um rio de saudades
e o cais... de abrigo.
Meu porto seguro.

BF

Os olhos da mulher estátua



Foto de minha autoria 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Menos...muito menos



Mais que um livro esquecido na estante

De páginas soltas e histórias esquecidas

Mais que um sonho levado pelo vento

Em manhã de tempestade

Mais, muito mais que o desejo de te ler

Nas palmas da mão o destino traçado

Menos, muito menos de ti encontro

No mais desejo que trago em mim  


BF 

sábado, 20 de setembro de 2014

O triste fado


Fadado ao abandono no palco do cais

a vida é barco que passa
e o passado esquecido
bebido num trago amargo
e a palavra futuro esfumada
... pelo vento arrastada

FB

domingo, 10 de agosto de 2014

Destino

Por Fragas nuas de encontro ao vento... caminhar. Cumpra-se o destino!


sábado, 2 de agosto de 2014

Espera


Parado no tempo que o tempo define
imune aos sentidos na espera da vida
que a pedra se parta
o grito se solte
e  a vida comece....
... sem espera!
BF  

sábado, 12 de julho de 2014

Cabaz da merenda


O cabaz da merenda de outros tempos, de quando a "jorna" no campo era o ganha pão. Pensámos terem ficada esquecidas num Portugal rural, mas não.....obrigaram-nos a ressuscitá-lo e passou a ser adereço pessoal, quase de moda, nos que, nas horas de ponta, se deslocam para a sua "jorna" citadina. Chamamos-lhe lancheira. Mas como em tempos idos...trás lá dentro os restos que ficaram da janta.!
BF


Foto de minha autoria


domingo, 6 de julho de 2014

A pasteleira



"Paulo dobrou o casaco, pô-lo no porta-bagagens e pegou na bicicleta. Baixo, desasado, uma repa de cabelos brancos aparecendo sob a boina à espanhola, os óculos de tartaruga descaídos, a queimadura na cara, a mão entrapada, parecia um pobre diabo incapaz de fazer qualquer coisa de sério.

- Tu sabes andar de bicicleta? - perguntou Ramos subitamente na sua voz alegre, divertido com a figura do camarada, mas sentindo-se entretanto sem saber porquê um tanto comovido.
Paulo levou a bicicleta até ao carreiro. Aí pôs um pé no pedal, deu um, dois, três. quatro galões com o outro pé (- Ele sabe! Ele sabe! - gritou Ramos gargalhando) e ei-lo sentado no selim. A bicicleta deslizou carreiro abaixo, encurvou perigosamente à direita, depois à esquerda (- Ele cai! Ele cai! - exclamou Ramos pondo-se de pé) e novamente se endireitou. A bicicleta voltou ao meio do carreiro e, agora serena e silenciosa, levando o vulto de Paulo com a cabeça tão encolhida entre os ombros que apenas se via a boina à espanhola, foi-se afastando até desaparecer com o próprio caminho."

Manuel Tiago / Álvaro Cunhal 



quinta-feira, 3 de julho de 2014

Perdida


Perdida num dia de Dezembro/06 em que disseste "Empresta-me a mão"
Emprestei.... e não devolveste......as minhas ficaram vazias
BF

sexta-feira, 27 de junho de 2014

sábado, 21 de junho de 2014

A bailarina



"...Bailó primero con los ojos y con sus párpados alados de pestañas.
¡Entre sus dos manos, su cabeza pesaba lo que pesaba el mundo!
Por último, su rostro se iluminó,
dio tres pasos, arqueó su cuerpo,
y sus manos extendió desesperadamente...
y de pronto se irguió y nos las regaló abiertas
después de aprisionar el perfume ondulado de las rosas..."

(Final do poema árabe A Bailarina, escritor anónimo, do Livro Jardim das Carícias, que foi pela primeira vez traduzido e publicado em Francês por Franz Toussaint.)

Optei pela versão Espanhola pois foi aí que foram encontrados os manuscritos

Foto de minha autoria

BF 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Mar



Mar
  
Mar, metade da minha alma é feita de maresia
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.

E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras.

Sophia de Mello Breyner Andresen, Poesia I


Fotografia de minha autoria

quinta-feira, 12 de junho de 2014

terça-feira, 3 de junho de 2014

As rosas murchas do teu jardim



Assim vai definhando
tudo o que foste em mim 
pétala a pétala 
por entre as rosas secas do teu jardim
BF 

domingo, 27 de abril de 2014

A cada passo vou sentindo o chão


E eu levantei-me devagar
E a cada passo fui sentindo o chão
Libertei-me desse abraço e aprendi a caminhar
E agora já não canto essa canção
(Miguel Gameiro) 

Aprendi contigo.... JLM 

terça-feira, 25 de março de 2014

Passeios da cidade

Um dia, talvez os passeios da cidade sejam mesmo só passeios!


sexta-feira, 21 de março de 2014

Primavera


É Primavera, tempo de abrir janelas e deixar florir o olhar!
BF  

sábado, 15 de março de 2014

Passageiros


Desculpa o tempo que perdemos em caminhos desencontrados,
Pois nada vida nada mais somos que simples passageiros.
Partimos com o entusiasmo da desconhecida viagem.
Juntamos bagagem, mudamos rotas, mesmo sabendo que o destino está lá…
Marcado no tempo que urge.
Pensávamos ser  capaz de o mudar!
Depois... quando retorna-mos ao cais de embarque
Despojamo-nos de tudo…
Só faz falta sentir a mão
Que te ajudará a embarcar!

BF



terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A Paixão


A paixão, qual pena que vagueia ao sabor do vento, num vendaval de emoções se esvai.....

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Lisboa no teu olhar


Olho-te Lisboa, com a curiosidade de criança e a paixão de mulher que em tuas ruas desfila. Encontro-te por Alfama e tomo-te na Mouraria. Peço perdão ao Fado que te canta primeiro, pois meu fado é amar-te em cada olhar...meu!
BF









domingo, 19 de janeiro de 2014