domingo, 1 de junho de 2008

Com dedicatória... porque....a tua ausência dói-me...


Quero dizer-te uma coisa simples: a tua
Ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não
Magoa, que se limita à alma; mas que não deixa,
Por isso, de deixar alguns sinais - um peso
Nos olhos, no lugar da tua imagem, e
Um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes
Tivessem roubado o tacto. São estas as formas
Do amor, podia dizer-te; e acrescentar que
As coisas simples também podem ser complicadas,
Quando nos damos conta da diferença entre o sonho e a realidade.
Porém, é o sonho que me traz a tua memória; e a
Realidade aproxima-me de ti, agora que
Os dias correm mais depressa, e as palavras
Ficam presas numa refracção de instantes,
Quando a tua voz me chama de dentro de
Mim - e me faz responder-te uma coisa simples,
Como dizer que a tua ausência me dói.
Nuno Júdice

9 comentários:

Maria disse...

Belíssimo poema de Nuno Júdice.
As ausências doem sempre, e para sempre...

Beijos
(e um abraço)

Jorge P.G disse...

Nuno Júdice não é um dos meus autores preferidos.
Porém, este poema transporta-nos com alguma facilidade ao mundo onírico dos poetas do amor solitário.

Saudações.
Jorge P.G.

poetaeusou . . . disse...

*
ausencia,
a espera da chegada . . .
,
conchinhas,
,
*

Lumife disse...

Também me dói ter estado tão ausente deste cantinho mas o tempo não o consigo esticar...


Beijos

Jorge disse...

Um abraço é o que hoje deixo por cá.
Jorge P.G.

Anónimo disse...

"...a tua ausência é, em cada momento, a tua ausência.
não esqueço que os teus lábios existem longe de mim.
aqui há casas vazias. há cidades desertas. há lugares.

mas eu lembro que o tempo é outra coisa, e tenho
tanta pena de perder um instante dos teus cabelos.

aqui não há palavras. há a tua ausência. há o medo sem os
teus lábios, sem os teus cabelos. fecho os olhos para te ver
e para não chorar..."


José Luis Peixoto

Faltas-me... "como é possível perder-te sem nunca te ter achado..."

Sei que existes disse...

Lindo!
Beijo grande

Su disse...

beloooooooooooooooo

jocas maradas de saudades

Dois Rios disse...

a dor da ausência esparrama-se pelo vazio do que não há.

abs,