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sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Significâncias(IN) Lisboa











Porque estou numa fase que não me apetece escrever.....

domingo, 16 de setembro de 2007

Eléctricos



Eléctricos de uma outra Lisboa...

Mais Romântica... e menos poluída.

A minha Papoilinha a viajar no tempo

Agora quis ser passageira


Como vêem ...

O Terreiro do Paço aos Domingos é das Pessoas

Será que serve de consolo?!


Só faltou andar de cavalo e,

ter o "indescritível" prazer de entrar num Tanque de Guerra

A Mim

Não me serve de consolo...

O Terreiro do Paço aos Domingos ser das Pessoas.


BF

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Uma Gaivota Voava

Soltar as Palavras

Nas palavras que passaram de um Abril já distante
Revejo os silêncios de outrora, gritos mudos de revolta
Astuta arma camuflada a um olhar mais perspicaz

Nas palavras censuradas se gritou a liberdade
Disfarçada de cantiga, em poema… no jornal
Em folhetos clandestinos, reuniões dissimuladas

E nas vidas separadas a coragem renascia
E a palavra esperança de palavras libertar
Nas goelas não ficava e mesmo sofrida combatia

Agora que as palavras voltaram a ser pequeninas
Um lápis azul diferente, mais aprumado por certo
Vai apagando as palavras castrando-as no intelecto

Vamos soltar as palavras, essas palavras de Abril
Das grades onde alguns as tentam manter trancadas
Que não viva reprimida … grita de novo a Palavra!

BF
Imagem retirada de imagens google

domingo, 26 de agosto de 2007

Porque me apetece Lisboa...





Porque me apetece Lisboa.
Cidade minha
Nesta entrega diária.
Em que no Tejo poiso o olhar
Num movimento sincronizado com o erguer da persiana
Leito dos sonhos de quem da outra margem vem
E te dá vida…
E te deixa despida…
Quando no cansaço das horas
No leito do rio se entrega
Lavando as magoas, no ondular suave das águas,
Da partida de ti…
Porque me apetece Lisboa
Cidade minha…
Que respiro
Vivo
Miro
Amo
E de novo digo…
Porque me apetece Lisboa!

BF






fotos minhas

terça-feira, 31 de julho de 2007

O Banco da Tua Vida



Numa praça qualquer
Numa cidade igual a tantas outras
Tu passeias só
Homem cansado, esquecido
No banco do jardim que apoia teu corpo.
Dias iguais
Intermináveis no deambular
Em busca infinda do nada!
Olhar voltado para a vida que atrás ficou…
Numa mesa cheia de risos
Ecos difusos de carinho
Que entoam cada vez mais longe na memoria
Da tua vida
Secas as lágrimas que teus olhos não deixam cair
Abafas os gritos que só tu sentes!
Olhos baixos com vergonha do mundo
E, o mundo com vergonha de ti
Vira as costas ao teu passar
Ignora-te
Esquece-te
Numa qualquer ruela imunda da cidade…
E tu sem forças deixas de o olhar.

BF
Foto de minha autoria 

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Cumplicidades



Em plena serra, a meia hora de caminho da aldeia, por carreiros de cabras, um amontoado de pedras de granito, sem janelas e com as telhas toscas pelas quais o fumo da fogueira se esgueirava, transformado em refúgio.
Homem vivido, viajado, buscando-se no silêncio.
Serra mãe. Serra escolhida. Ali nascidos seus antecessores.
Descansar o olhar na paisagem. O Mundo a seus pés. Esticar os braços e tocar as nuvens. Quantas vezes, nas manhãs enevoadas, conseguia inverter a forma de olhar. Olhar de cima para baixo, as nuvens cobrindo o leito do riacho que nascia ali tão perto e serpenteava o vale.
Nesses dias sentia-se grande, o dono do mundo.
Dono do seu pequeno mundo. O cimo da serra.
Podia andar horas e horas vagueando por entre pinhos e urze, acompanhado apenas pela melodia das cigarras, grilos e melros.
Os melros que teimavam em debicar, grão a grão, cada uma das espigas da leira de milho. Tentava afasta-los com um espantalho, vestido com umas calças outrora, na sua outra vida, olhadas como sinal de prestigio, estatuto marcado no bolso de trás numa pequena palavra. Agora promovidas a vestir uns paus, que serviam de pernas ao pobre espantalho que tinha por chapéu um tacho. Um tacho já furado de tantas vezes poisar sobre as brasas para cozer as batatas com casca e dois ovos. Um manjar.
Sim! Um manjar! Só quem nunca saboreou batatas cozidas com casca, em lume feito de pinho velho, e regadas com azeite da tortura sofrida pelas azeitonas varejadas, das vinte oliveiras centenárias plantadas pelas mãos hábeis de seus avós; só quem nunca comeu esse manjar pode estar a torcer o nariz!
Mas os ditos melros, gostavam de debicar o milho das espigas. E ele gostava de os ver lá.
Eram a sua companhia.
Para se tentar enganar a si mesmo, batia de vez em quando, com um pau de azinheira, cajado de apoio nas caminhadas, no tacho de alumínio. Chapéu do pobre espantalho. Assustados com o barulho, num bater de asas uníssono, lá iam os melros voando para longe por uns momentos.

Depois, sentado na parede de pedra que sustentava as terras do socalco plantado, levantava os olhos de leve e mirava o horizonte.
Vê-los regressar um a um.
Era um ritual. Um acordo tácito. Com cláusulas definidas e aceites por ambas as partes. Homem e Melros.
De vez em quando chegava a questionar-se, se ao plantar aquela leira, e sempre aquela leira de milho, já não era intencional! Cumprir o ritual. Ano após ano via os melros passar… Chegava a pensar falar com eles.
Com quatro pancadas secas no tacho, afastava estes pensamentos. O bater das asas dos pobres pássaros interrompendo o manjar despertava-o deste mental filosofar.
Levantava-se. Enchia o peito de ar serrano, puro beirão e, embrenhando-se nos cabeços cheirando as maias das giestas, deixava o pensamento acalmar, esticava os braços e tocava o céu…
Amanhã voltaria o ritual.

BF




Fotos de minha autoria 

domingo, 1 de julho de 2007

Ser Portugal

Hoje, dia 30 de Junho, passei a tarde com a minha Papoilinha na FIA (Feira Internacional de Artesanato), no Parque das Nações.

Começamos a visita pelo 2º Pavilhão.
Visita obrigatória ao stand de uma amiga que tem lá representada a sua loja. Se puderem não deixem de a visitar na Rua de S. Bento, bem pertinho da Assembleia da República. Vão ficar com vontade de trazer a loja toda atrás, mesmo que a carteira o não permita.
Ah… ainda não disse o nome da loja…. MOROCHA.

Depois de deambular-mos pelo 2º pavilhão. O mais internacional. Aquele em que levas as cotoveladas todas e mais algumas...
Entre Matrioshkas Russas, belíssimas máscaras e esculturas de pau preto vindo dos países Africanos, passamos pelas vestes exóticas da Índia e Marrocos … etc.....

Eu, habitue na FIA, após palmilhar os corredores deste pavilhão cheguei a uma triste conclusão: A Feira Internacional de Artesanato está descaracterizada.
Hoje, o que mais encontras na FIA é o mesmo que encontras nas inúmeras lojas Chinesas que proliferam pela cidade de Lisboa.
Claro que há excepções mas o aglomerado de povo em volta de bancas cheias de pedras, fios, bijutarias é tão grande que só te apetece fugir.
E, foi isso mesmo que eu e a minha Papoilinha fizemos.
Fugimos para o 3º Pavilhão.

Uma maravilha de cheiros e sabores…
Sentadas numa mesa corrida. Tasquinha Beirã, regaladas com uma sandes de queijo e presunto, resmas de colesterol e paletes de calorias, mas como beirã que sou tinha de matar saudades. Estava rodeada por Alentejo, Enchidos de Estremoz (neste reparei e lembrei alguém querido), Cantinho do Rui, Doces de Niza, Sabores do Algarve, Alheiras de Mirandela, vinhos de Borba… Descansar as pernas e a mente, sentimo-nos em casa...
Após o que,
Resolvemos atravessar o 2º pavilhão num ápice e entrar no 1º onde deveria ter começado a nossa visita.

Uma delicia….
Ficamos horas e horas e, como a carteira não permitia fazer grandes aquisições, resolvi tirar umas fotos mesmo que com o telemóvel.
Tão grande que é o nosso pequeno Portugal! No fazer, no mostrar e relembrar....

Que acham?

Stand de Artesanato Minhoto
Serras, traje de pastor, artesanato

Entre Rendas e Bordados
Um berço de bébé do tempo dos nossos avós



Oleiro trabalhando o barro


Barco - Exposição de brinquedos antigos


Exposição - Brinquedos de Praia antigos
Em lata, autenticas obras de arte


Exposição- Brinquedos
Electrico feito de latas de atum
....a quantidade de bom petisco que foi consumido!!
Se houve dor de barriga valeu a pena... Lindo


Exposição- Brinquedos
Electrico 28 ...Alfama
Latas de atum


Exposição - Brinquedos
Casa de Bonecas ... qualquer menina fica deliciada.

É assim que me orgulho de fazer parte desta gente e desta tradição

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Domingo





Naquele domingo, um domingo cheio de sol, alegria como todos os domingos deveriam de ser, em que cada janela que abrimos a vida nos sorri, aconteceu:
Era manhã. Acordei com vontade de sair correndo pelos campos, cheios de flores, ainda com o orvalho nas pétalas.
Levantei-me e saí.
Caminhei bastante tempo em silêncio ouvindo os pássaros dando os bons dias ao sol, ás flores e, até a mim! Quem sabe? Talvez ….
Era a paz.
A paz, a vida tranquila em que eu e todos os jovens gostariam de viver. Mas não…
Fora do meu pequeno mundo, tudo acontecia:
Guerras, ódio, inveja.
Eu preocupada com o desejo de que todos os domingos fossem como o que corria na minha mente.
Mas…
No meu mundo de flores, pássaros e lagos de águas cristalinas os homens também conseguem penetrar. Destroem os lagos envenenado as suas águas; Guerras destroem os campos e as flores … Destroem todo o meu mundo com o ódio e a inveja.
Quando tudo isso acabar, então, teremos um domingo como o que passava pela minha imaginação e foi quebrado pela rádio anunciando mortes, guerras, atentados… suicídios.
Um dia talvez esses domingos tranquilos voltem à mente dos Jovens.

BF

Palavras...Palavras


Palavras ao acaso
E nada mais.
Só palavras soltas
Tontas e
Sedutoras
Num mundo de palavras
Sem Rosto
De brincadeiras e até tristeza.
Superar as solidões
Através d’uma ilusão
De sonho e de imaginação….
Alguém que está do outro lado,
Que te estende a mão
Sem saber
O quanto tu precisavas dessas palavras,
Desse carinho
Contido num simples “Olá”
Que se vai tornar
Na ternura e segurança.
O poder gritar para fora
O que te vai na Alma … sem que te olhem com desdém
Não ver na cara a repulsa do social.
Contarás apenas como ser Humano
Através de palavras .
Serás importante
Neste momento
Com as Palavras...

BF

terça-feira, 15 de maio de 2007

Ana




Já chegas-te a árvore.
A estaca… a guia que vai segurando
A pequena planta para que possa chegar a árvore
A tua vida tem tido duas estacas muito importantes
Que ainda hoje te amparam....
Riem contigo nas horas boas … e choram por ti nas menos boas.
Tu sabes bem quem são essas estacas. Conhece-las de cor.
Não preciso citar os seus nomes.
Mais atrás, mas sempre prontos a dar um aconchego
Tem estado um pomar inteiro …….
Duas qualidades diferentes de árvores…
Os Costas e os Baptistas.
Em cada uma das árvores desse pomar há sempre um ramo especial para ti.
No ramo que me diz respeito
Tenho tentado que esteja sempre florido
Para quando tu decidires nele baloiçar.
Espero que saibas que, nesta nova etapa do teu crescimento
De vida,
podes continuar a contar com este pomar inteiro.
Porque te amamos queremos ver a árvore florir..
BF

Soldado

Tudo passa


Tudo passa na vida…
Todo o carinho se vai...
Numa terna palavra
O silêncio é passado entre multidões
E os teus desejos, até,
Talvez se transformem em frustrações.
Mas…na ilusão,
Numa névoa ou simples sorriso
Podes sempre buscar a esperança.
Renascida …
Dos escombros do teu passado.
Rebuscada….
No mais intimo do teu ser.
Essa esperança de seres tu próprio
E,
Poderes sempre gritar
O teu “EU”!
Transformado das quimeras
Gritado ao vento.
Na solidão
No silêncio
Continuas sempre a ser “TU”!
Nada te conseguirá destruir
A não seres …. Tu mesmo.
Tu transformas-te no teu próprio
Destruidor…..
….. e depois?!
Os sonhos?
A vida?
A vida passa a correr.
Quando despertares talvez já seja tarde
E as tuas pernas
Já não a consigam alcançar.
Ela já passou.
Tudo passa na Vida………
É tempo de passares tu a VIVER!

BF

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Cidade Grande

Cidade Grande
Caminhando no meio de uma multidão
As pessoas olham-se na sua solidão,
Como se andassem numa ilha deserta……
É a vida na cidade que desperta!
Um encontrão ali, um sorriso forçado,
Um olhar, um desculpa quase murmurado.
Num autocarro superlotado
Como sardinhas em enlatado.
Uma correria na hora de ponta….
Um namorado impaciente,
Que olha o relógio disfarçadamente.
Uma criança que pede esmola….
Ou um velhinho que toca viola.
Onde se encontra a felicidade?
Podes tu vê-la dentro da cidade?...

BF

Zé Ninguém



- Quem é o Zé Ninguém?
Sou eu? És tu? Ou mais alguém!
Se a vida me sorri…
Já não sou um Zé Ninguém,
Mas passo a ser alguém.
Uma esperança, uma incerteza,
Uma vida ao acaso…
Passada despercebida num banco de jardim.
… Mas, alguém se tenta afirmar.
Esse alguém nasceu, cresceu…
E, agora, pergunta-se o que quer da vida…
Sente necessidade de ser alguma coisa,
Neste mundo de nadas;
Uns tudo…. Outros nada.
Mas afinal o que são os nadas?
O nada é algo que não se vê
Mas que se sente….
Não se escolhe
Mas que se tem…
É o destino!
É algo dentro de nós.
É o não ser, quando se quer ser,
Pois na vida todos temos…
Um pouco de Zé Ninguém!

BF

domingo, 13 de maio de 2007

Louco Amor


Duas almas gémeas
Corpos sedentos de amor.
Dois corações sangrando
Sentindo a mesma dor….
Um olhar trocado
Levando cada sua cruz
Um desejo, uma entrega,
Dois corpos ficando nus…..
Estender as mãos
Quatro lábios se abrindo
As cortinas se fechando
Pois… duas almas se estão fundindo.
BF