domingo, 1 de novembro de 2009

Al Berto /Jorge Palma





tocas as flores murchas que alguém te ofereceu
quando o rio parou de correr e a noite
foi tão luminosa quanto a mota que falhou
a curva - e o serviço postal não funcionou
no dia seguinte

procuras ávido aquilo que o mar não devorou
e passas a língua na cola dos selos lambidos
por assassinos - e a tua mão segurando a faca
cujo gume possui a fatalidade do sangue contaminado
dos amantes ocasionais - nada a fazer

irás sozinho vida dentro
os braços estendidos como se entrasses na água
o corpo num arco de pedra tenso simulando
a casa
onde me abrigo do mortal brilho do meio-dia

al berto
in O medo

3 comentários:

poetaeusou . . . disse...

*
Chega de Ilusões
porque Junto á Ponte
Ainda há Estrelas no Céu
no Bairro do Amor
por isso Deixa-me Rir
Dá-me Lume
e Encosta-te a mim
porque sou, Frágil
fortalecendo-me,
a ler Al Berto,
aberto,
á sensibilidade.
,
cantadas conchinhas, deixo,
,
*

Maria disse...

Há uns dias afastada das lides blogueiras consegui hoje entrar aqui.
Deixo-te um abraço de frio, forte, farto, formoso (e falta um) com cheirinho a Celorico e por aqui à volta!

Beijos

Adolfo Payés disse...

Un gusto conocer tu blog.. muy acogedor..

te sigo y te enlazo para poder leerte con mas frecuencia..

Un beso

Un abrazo
Con mis
Saludos fraternos..

Que pases un buen fin de semana..