quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Alagas-me



Alagas-me a existência com as chuvas de outono

BF

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Cais de Abrigo



Aqui
entre memórias
há um rio de saudades
e o cais... de abrigo.
Meu porto seguro.

BF

Os olhos da mulher estátua



Foto de minha autoria 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Menos...muito menos



Mais que um livro esquecido na estante

De páginas soltas e histórias esquecidas

Mais que um sonho levado pelo vento

Em manhã de tempestade

Mais, muito mais que o desejo de te ler

Nas palmas da mão o destino traçado

Menos, muito menos de ti encontro

No mais desejo que trago em mim  


BF 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

terça-feira, 23 de setembro de 2014

sábado, 20 de setembro de 2014

O triste fado


Fadado ao abandono no palco do cais

a vida é barco que passa
e o passado esquecido
bebido num trago amargo
e a palavra futuro esfumada
... pelo vento arrastada

FB

domingo, 10 de agosto de 2014

Destino

Por Fragas nuas de encontro ao vento... caminhar. Cumpra-se o destino!


sábado, 2 de agosto de 2014

Espera


Parado no tempo que o tempo define
imune aos sentidos na espera da vida
que a pedra se parta
o grito se solte
e  a vida comece....
... sem espera!
BF  

sábado, 12 de julho de 2014

Cabaz da merenda


O cabaz da merenda de outros tempos, de quando a "jorna" no campo era o ganha pão. Pensámos terem ficada esquecidas num Portugal rural, mas não.....obrigaram-nos a ressuscitá-lo e passou a ser adereço pessoal, quase de moda, nos que, nas horas de ponta, se deslocam para a sua "jorna" citadina. Chamamos-lhe lancheira. Mas como em tempos idos...trás lá dentro os restos que ficaram da janta.!
BF


Foto de minha autoria


domingo, 6 de julho de 2014

A pasteleira



"Paulo dobrou o casaco, pô-lo no porta-bagagens e pegou na bicicleta. Baixo, desasado, uma repa de cabelos brancos aparecendo sob a boina à espanhola, os óculos de tartaruga descaídos, a queimadura na cara, a mão entrapada, parecia um pobre diabo incapaz de fazer qualquer coisa de sério.

- Tu sabes andar de bicicleta? - perguntou Ramos subitamente na sua voz alegre, divertido com a figura do camarada, mas sentindo-se entretanto sem saber porquê um tanto comovido.
Paulo levou a bicicleta até ao carreiro. Aí pôs um pé no pedal, deu um, dois, três. quatro galões com o outro pé (- Ele sabe! Ele sabe! - gritou Ramos gargalhando) e ei-lo sentado no selim. A bicicleta deslizou carreiro abaixo, encurvou perigosamente à direita, depois à esquerda (- Ele cai! Ele cai! - exclamou Ramos pondo-se de pé) e novamente se endireitou. A bicicleta voltou ao meio do carreiro e, agora serena e silenciosa, levando o vulto de Paulo com a cabeça tão encolhida entre os ombros que apenas se via a boina à espanhola, foi-se afastando até desaparecer com o próprio caminho."

Manuel Tiago / Álvaro Cunhal 



quinta-feira, 3 de julho de 2014

Perdida


Perdida num dia de Dezembro/06 em que disseste "Empresta-me a mão"
Emprestei.... e não devolveste......as minhas ficaram vazias
BF

sexta-feira, 27 de junho de 2014

quarta-feira, 25 de junho de 2014

sábado, 21 de junho de 2014

A bailarina



"...Bailó primero con los ojos y con sus párpados alados de pestañas.
¡Entre sus dos manos, su cabeza pesaba lo que pesaba el mundo!
Por último, su rostro se iluminó,
dio tres pasos, arqueó su cuerpo,
y sus manos extendió desesperadamente...
y de pronto se irguió y nos las regaló abiertas
después de aprisionar el perfume ondulado de las rosas..."

(Final do poema árabe A Bailarina, escritor anónimo, do Livro Jardim das Carícias, que foi pela primeira vez traduzido e publicado em Francês por Franz Toussaint.)

Optei pela versão Espanhola pois foi aí que foram encontrados os manuscritos

Foto de minha autoria

BF 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Mar



Mar
  
Mar, metade da minha alma é feita de maresia
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.

E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras.

Sophia de Mello Breyner Andresen, Poesia I


Fotografia de minha autoria

quinta-feira, 12 de junho de 2014

terça-feira, 3 de junho de 2014

As rosas murchas do teu jardim



Assim vai definhando
tudo o que foste em mim 
pétala a pétala 
por entre as rosas secas do teu jardim
BF 

domingo, 27 de abril de 2014

A cada passo vou sentindo o chão


E eu levantei-me devagar
E a cada passo fui sentindo o chão
Libertei-me desse abraço e aprendi a caminhar
E agora já não canto essa canção
(Miguel Gameiro) 

Aprendi contigo.... JLM 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

terça-feira, 25 de março de 2014

Passeios da cidade

Um dia, talvez os passeios da cidade sejam mesmo só passeios!


sexta-feira, 21 de março de 2014

Primavera


É Primavera, tempo de abrir janelas e deixar florir o olhar!
BF  

sábado, 15 de março de 2014

Passageiros


Desculpa o tempo que perdemos em caminhos desencontrados,
Pois nada vida nada mais somos que simples passageiros.
Partimos com o entusiasmo da desconhecida viagem.
Juntamos bagagem, mudamos rotas, mesmo sabendo que o destino está lá…
Marcado no tempo que urge.
Pensávamos ser  capaz de o mudar!
Depois... quando retorna-mos ao cais de embarque
Despojamo-nos de tudo…
Só faz falta sentir a mão
Que te ajudará a embarcar!

BF



terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A Paixão


A paixão, qual pena que vagueia ao sabor do vento, num vendaval de emoções se esvai.....

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Lisboa no teu olhar


Olho-te Lisboa, com a curiosidade de criança e a paixão de mulher que em tuas ruas desfila. Encontro-te por Alfama e tomo-te na Mouraria. Peço perdão ao Fado que te canta primeiro, pois meu fado é amar-te em cada olhar...meu!
BF









domingo, 19 de janeiro de 2014

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Virar à esquerda



Há sempre um tempo em que nos é permitido mudar de direcção ...
A escolha é tua!
BF

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Quiosque Biblioteca


Um excelente aproveitamento deste mobiliário urbana para fins culturais. Jardim da Estrela- Lisboa

domingo, 13 de outubro de 2013

Escrevo






Palavras vagas, gastas e ecos
Difíceis de chegarem aos teus ouvidos
A idade turva-te a razão e os sonhos impulsionam-te a rebeldia.
Sinto o muro entre nós …. Um dia… sim um dia vai ser quebrado. 
Quando a idade te fizer olhar o passado com a saudade das palavras não ditas.
Tenho tantas palavras que não consigo passar para o papel pois estão escritas cá dentro e a tinta esborrata-se no desejo do esquecimento. 
Tento tirar a folha e lança-la ao vento para que nunca mais ninguém as possa ler.

Espero... um dia de ventania!
BF

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Por entre as Rochas




Somos efémeros por entre as memórias que os tempos marcaram neste caminhar.

BF

sábado, 28 de setembro de 2013

quarta-feira, 26 de junho de 2013

A Relíquia


Procissão com a relíquia de Stª Rita de Cássia que todos os anos percorre uma parte da Baixa Lisboeta 

domingo, 2 de junho de 2013

Mão que se estende à caridade



Mão que se estende à caridade de quem passa e não vê
Mesmo sabendo que esta mão
Passou a ser um dos olhos de quem agora a estende,
Como que numa prece muda, a suplicar um pouco dessa luz...
Mas quem passa continua de olhos fechados!

BF 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Doem-me os silêncios


É este silêncio que me abate  
Qual  grito em vale de escarpas ingremes
Perpetua-se em infinito retumbar
Ferem-me as palavras
Que meus ouvidos não escutam
Rasgam-me as entranhas
As mãos que não me tocam
Abatem-me
Árvore já sem vida
Sou
Dia após dia este silêncio


BF

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Na simplicidade do ser








Hoje apetecem-me coisas pequenas mas que me enchem o olhar 
BF 

sábado, 18 de maio de 2013

Teresa




Vejo-a por ali.
Todos os dias na minha passagem me cruzo com a sua passagem. A vida não é mais que uma breve passagem e, as ruas de Lisboa, são a sua vida.
Passa os olhares por quem os desvia dos seus. O odor que lhe penetra a pele afasta todos os que por ela se cruzam. Restam-lhe os pombos que, como ela, fazem das ruas o seu abrigo.
Hoje queria falar!
Eu fui a personagem que às 8.30h da manhã lhe servia de confidente.
Falou!
Falou do preço do café no Pingo Doce e nas contas de matemática que tinha de fazer. Tudo em escudos. A sua vivência de vida ainda funcionava em escudos. Do tempo em que a vida lhe corria de feição, do trabalho no ministério onde ganhava dois contos de réis. Do juiz que não pagava ao marido, da casa que era dela junto ao Teatro São Carlos, de uma outra na Av. Almirante Reis. Interpelou-me se sabia onde era e foi logo explicando que metade da rua pertencia aos Anjos e a outra metade ao Socorro. Viajou nas memórias para a ilha do Farol num tempo em que fazia ganchos do cabelo durante a noite, enquanto umas raparigas se deitavam com homens por favor e tingiam o cabelo na Albertina em Faro. Entremeou estórias na sua história de vida numa corrente louca de palavras. Hoje precisava falar. Eu ouvi. Chama-se Teresa. Esse foi mais um rasgo das suas lembranças…..ou talvez não!

terça-feira, 14 de maio de 2013

No Meu Poema




No meu poema
Eras oásis
Campo em flor
Seara ao sul
Num mar de amor

No meu poema
Foste guitarra
Por dedilhar
Um canto moço
No desfolhar

No meu poema
Foste reflexo
Sonho e desejo
Passagem breve
Um terno beijo

No meu poema

BF 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Névoa de Vida



Almas presas numa ostentação de vida   
E o sentimento é névoa que  lhes embaraça o voar 
Amanheceres sombrios
Por caminhos desconhecidos
Incerteza de uma nova luz num novo amanhecer
Gritos que ecoam em mente aflitas 
Desespero…mágoa e solidão
Tanto vazio em gentes tão cheias de si!
BF

domingo, 28 de abril de 2013

Personagens no Palco da Vida


Há palavras abertas e outras fechadas
Algumas são ditongos baralhando a fonética
E todas ao teu redor ecoam
Marteladas sábias do ferreiro malhando o ferro na bigorna
ÉS eco dessa sonoridade
E o ritmo do martelo continua
Qual compasso de uma dança
Ainda por ensaiar….
Passos autómatos presos a caminhos
Que conheces bem
Martelos na mente
Passos ligeiros
E neste som da cidade continuas
Crês que vives
Transformas-te e vais
Na corrente do mundo
Andas, corres, cais … ergues-te
Estás na cena…
Julgas todos os outros meros figurantes
Para o teu acto neste palco…
Peça da vida que representas
Com o risco atrevido que te trespassa o olhar
No esperar que cruzem o teu caminho as personagens
Com que vais sonhando nesse caminhar….

BF



quinta-feira, 25 de abril de 2013

Desassossego



Na ânsia da vida que corre esqueci-me de mim
Esvaí-me em pequenos nadas neste querer ir mais adiante
E o ser eu, fica esquecido num outro tempo,
Tempo em que fui....
Caminho
Palmilhado no querer ser....
De tantas viagens esquecidas
E...o sonho  fica sempre no  minuto passado
O próximo
É uma longa espera no desassossego
do viver!

BF



sexta-feira, 19 de abril de 2013

Pilares




Pilares no meu embarcadouro 
Porto de abrigo
Neste mar revolto em  que me encontro.

BF  

sábado, 13 de abril de 2013

Convergências



Convergimos
neste mar de sentimentos 
em que tão só estamos 
com o nosso pensar
BF