quarta-feira, 8 de outubro de 2014
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
terça-feira, 23 de setembro de 2014
sábado, 20 de setembro de 2014
domingo, 10 de agosto de 2014
sábado, 2 de agosto de 2014
sábado, 12 de julho de 2014
Cabaz da merenda
O cabaz da merenda de outros tempos, de quando a
"jorna" no campo era o ganha pão. Pensámos terem ficada esquecidas
num Portugal rural, mas não.....obrigaram-nos a ressuscitá-lo e passou a ser
adereço pessoal, quase de moda, nos que, nas horas de ponta, se deslocam para a
sua "jorna" citadina. Chamamos-lhe lancheira. Mas como em tempos
idos...trás lá dentro os restos que ficaram da janta.!
BF
Foto de minha autoria
domingo, 6 de julho de 2014
A pasteleira
"Paulo dobrou o casaco, pô-lo no porta-bagagens e pegou na bicicleta. Baixo, desasado, uma repa de cabelos brancos aparecendo sob a boina à espanhola, os óculos de tartaruga descaídos, a queimadura na cara, a mão entrapada, parecia um pobre diabo incapaz de fazer qualquer coisa de sério.
- Tu sabes andar de bicicleta? - perguntou Ramos subitamente na sua voz alegre, divertido com a figura do camarada, mas sentindo-se entretanto sem saber porquê um tanto comovido.
Paulo levou a bicicleta até ao carreiro. Aí pôs um pé no pedal, deu um, dois, três. quatro galões com o outro pé (- Ele sabe! Ele sabe! - gritou Ramos gargalhando) e ei-lo sentado no selim. A bicicleta deslizou carreiro abaixo, encurvou perigosamente à direita, depois à esquerda (- Ele cai! Ele cai! - exclamou Ramos pondo-se de pé) e novamente se endireitou. A bicicleta voltou ao meio do carreiro e, agora serena e silenciosa, levando o vulto de Paulo com a cabeça tão encolhida entre os ombros que apenas se via a boina à espanhola, foi-se afastando até desaparecer com o próprio caminho."
Manuel Tiago / Álvaro Cunhal
Manuel Tiago / Álvaro Cunhal
quinta-feira, 3 de julho de 2014
sexta-feira, 27 de junho de 2014
quarta-feira, 25 de junho de 2014
sábado, 21 de junho de 2014
A bailarina
"...Bailó primero con los ojos y con sus párpados
alados de pestañas.
¡Entre sus dos manos, su cabeza pesaba lo que pesaba el
mundo!
Por último, su rostro se iluminó,
dio tres pasos, arqueó su cuerpo,
y sus manos extendió desesperadamente...
y de pronto se irguió y nos las regaló abiertas
después de aprisionar el perfume ondulado de las
rosas..."
(Final do poema árabe A Bailarina, escritor anónimo, do
Livro Jardim das Carícias, que foi pela primeira vez traduzido e publicado em
Francês por Franz Toussaint.)
Optei pela versão Espanhola pois foi aí que foram
encontrados os manuscritos
Foto de minha autoria
BF
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Mar
Mar
Mar, metade da minha alma é feita de maresia
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.
E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras.
Sophia de Mello Breyner Andresen, Poesia I
Fotografia de minha autoria
quinta-feira, 12 de junho de 2014
terça-feira, 3 de junho de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
segunda-feira, 14 de abril de 2014
terça-feira, 25 de março de 2014
sexta-feira, 21 de março de 2014
sábado, 15 de março de 2014
Passageiros
Desculpa o tempo que perdemos em caminhos desencontrados,
Pois nada vida nada mais somos que simples passageiros.
Partimos com o entusiasmo da desconhecida viagem.
Juntamos bagagem, mudamos rotas, mesmo sabendo que o destino
está lá…
Marcado no tempo que urge.
Pensávamos ser capaz
de o mudar!
Depois... quando retorna-mos ao cais de embarque
Despojamo-nos de tudo…
Só faz falta sentir a mão
Que te ajudará a embarcar!
BF
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
domingo, 19 de janeiro de 2014
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
domingo, 13 de outubro de 2013
Escrevo
Palavras vagas, gastas e ecos
Difíceis de chegarem aos teus ouvidos
A idade turva-te a razão e os sonhos impulsionam-te a
rebeldia.
Sinto o muro entre nós …. Um dia… sim um dia vai ser
quebrado.
Quando a idade te fizer olhar o passado com a saudade das palavras não
ditas.
Tenho tantas palavras que não consigo passar para o papel
pois estão escritas cá dentro e a tinta esborrata-se no desejo do esquecimento.
Tento tirar a folha e lança-la ao vento para que nunca mais ninguém as possa ler.
Espero... um dia de ventania!
BF
terça-feira, 1 de outubro de 2013
sábado, 28 de setembro de 2013
quarta-feira, 26 de junho de 2013
domingo, 2 de junho de 2013
quinta-feira, 30 de maio de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
sábado, 18 de maio de 2013
Teresa
Vejo-a por ali.
Todos os dias na minha passagem me cruzo com a sua passagem.
A vida não é mais que uma breve passagem e, as ruas de Lisboa, são a sua vida.
Passa os olhares por quem os desvia dos seus. O odor que lhe
penetra a pele afasta todos os que por ela se cruzam. Restam-lhe os pombos que,
como ela, fazem das ruas o seu abrigo.
Hoje queria falar!
Eu fui a personagem que às 8.30h da manhã lhe servia de
confidente.
Falou!
Falou do preço do café no Pingo Doce e nas contas de
matemática que tinha de fazer. Tudo em escudos. A sua vivência de vida ainda
funcionava em escudos. Do tempo em que a vida lhe corria de feição, do trabalho
no ministério onde ganhava dois contos de réis. Do juiz que não pagava ao
marido, da casa que era dela junto ao Teatro São Carlos, de uma outra na Av.
Almirante Reis. Interpelou-me se sabia onde era e foi logo explicando que
metade da rua pertencia aos Anjos e a outra metade ao Socorro. Viajou nas
memórias para a ilha do Farol num tempo em que fazia ganchos do cabelo durante
a noite, enquanto umas raparigas se deitavam com homens por favor e tingiam o
cabelo na Albertina em Faro. Entremeou estórias na sua história de vida numa
corrente louca de palavras. Hoje precisava falar. Eu ouvi. Chama-se Teresa.
Esse foi mais um rasgo das suas lembranças…..ou talvez não!
terça-feira, 14 de maio de 2013
segunda-feira, 6 de maio de 2013
domingo, 28 de abril de 2013
Personagens no Palco da Vida
Há palavras abertas e outras fechadas
Algumas são ditongos baralhando a fonética
E todas ao teu redor ecoam
Marteladas sábias do ferreiro malhando o ferro na bigorna
ÉS eco dessa sonoridade
E o ritmo do martelo continua
Qual compasso de uma dança
Ainda por ensaiar….
Passos autómatos presos a caminhos
Que conheces bem
Martelos na mente
Passos ligeiros
E neste som da cidade continuas
Crês que vives
Transformas-te e vais
Na corrente do mundo
Andas, corres, cais … ergues-te
Estás na cena…
Julgas todos os outros meros figurantes
Para o teu acto neste palco…
Peça da vida que representas
Com o risco atrevido que te trespassa o olhar
No esperar que cruzem o teu caminho as personagens
Com que vais sonhando nesse caminhar….
BF
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Desassossego
Na ânsia da vida que corre esqueci-me de mim
Esvaí-me em pequenos nadas neste querer ir mais adiante
E o ser eu, fica esquecido num outro tempo,
Tempo em que fui....
Caminho
Palmilhado no querer ser....
De tantas viagens esquecidas
E...o sonho fica sempre no minuto passado
O próximo
É uma longa espera no desassossego
do viver!
BF
sexta-feira, 19 de abril de 2013
sábado, 13 de abril de 2013
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