domingo, 13 de maio de 2007

Num outro sitio num dia de Abril

“Uma Papoila crescia, crescia... grito vermelho num campo qualquer;
Como ela somos livres, somos livres de crescer
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Começou assim ...num outro local ...num dia de Abril.
A minha aventura pela Blogosféra.
Desafio. Consegui com a ajuda de um Anjo.
Mas o local não era grande coisa. Muito difícil de alcançar as metas ...
Mudei.... Espero continuar a ter a ajuda do meu Anjo.
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Agora a breve historia da criação
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Há 33 anos, com 7 anos de idade, vivia numa aldeia da Beira Alta onde as noticias não chegavam com a rapidez desejada. As minhas memórias do 25 de Abril, dessa Revolução que eu hoje festejo, cujos valores e objectivos dos que nela estiveram envolvidos tento passar para a minha filha de 9 anos, são a cara da minha mãe que, mesmo não sabendo ler nem escrever, achou que os seus filhos o deveriam aprender em igualdade de circunstancias com os dos ricos lá da aldeia, além da preocupação pelo filho que tinha em Lisboa a trabalhar e a estudar. A única coisa que se ouvia dizer era que em Lisboa, que estava a um dia/noite de comboio de distância, se estavam a matar todos uns aos outros. Que tinha rebentado uma guerra.

Com 7 anos era tudo muito confuso..... não percebia. Relembro que passados uns tempos houve umas sessões de esclarecimento feitas por soldados. Hoje sei que eram esclarecimentos organizados pelo MFA, para sossegar e transmitir às pessoas da província a mensagem do que se teria passado. Eu também lá estava no Salão Paroquial agarrada às saias de minha mãe continuando a não perceber nada. Questionava o que é que aqueles homens/soldados estavam ali a fazer. Dessas sessões de esclarecimento ficou na minha memória as canções por eles cantadas. A que mais me marcou foi “ A Gaivota” aquela “.... Uma gaivota voava voava asas de vento coração de mar, como ela somos livres, somos livres de voar.....”.

O tempo foi passando, e não sei muito bem porquê, a minha família começou a ser apelidada de "comunista". A verdade é, na altura, que eu soubesse não tinha ninguém envolvido na política. A minha mãe, que como disse não sabia ler, votava no partido da bola ao centro (muita influência religiosa). Tivemos vários dissabores. Mas possivelmente por isso mesmo, fez com que eu, que não vivi o 25 de Abril, ganhasse um enorme fascínio pelo lado político da vida e tenha tentado perceber o porquê do sermos apelidados de comunistas - aquela gente acreditava mesmo que na URSS se comiam criancinhas ao pequeno almoço. Hoje algumas pessoas da família estão envolvidas na vida politica. Pese embora o descrédito da nossa actual classe politica continuo a achar que vale a pena sonhar e lutar por ideologias.
A minha filha de 9 anos sabe na perfeição o que foi o 25 de Abril; porque é que a Ponte Salazar se passou a chamar Ponte 25 de Abril; o que era a Censura e quem era Salazar. Não a tento influenciar. Vou tentando explicar dizendo que nem tudo "foram cravos" no 25 de Abril. Que houve coisas que poderiam ter sido executadas e planeadas de outra forma. Vê filmes e livros para tirar as suas próprias conclusões.
Eu quero aqui deixar um Livro “ ERA UMA VEZ UM CRAVO” José Jorge Letria com Ilustrações de André Letria..... uma boa forma de explicar de forma simples às crianças o 25 de ABRIL.
Será sempre uma data a recordar mesmo não a tendo vivido..........
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Help.............
Acho que estas coisa das novas tecnologias não é para mim. Ao fim de horas a tentar lidar com mudanças e visuais.....sinto-me qual sapateiro a opinar na obra de um Leonardo..... e, como não deve o sapateiro ir além do chinelo.....vou aguardar pela ajuda de quem percebe destas coisas. Afinal ser teimosa só não chega.
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Uma Papoila de Abril

Nasceu em Abril só poderia ser Papoila.
Aquela que cresce como grito vermelho num campo qualquer.
O vermelho do sangue da paixão.
Obrigada força oculta que seguiu o provérbio "Se vires um pescador com fome não lhe dês um peixe, ensina-o antes a pescar"
Foi assim que eu consegui criar "O Papoila" .... um amigo que me disse "tu Consegues"
Agora só falta........ Sejam bem vindos quem vier por bem.

1 comentário:

Lu@r disse...

Fizeste-me recordar os meus 9 anos.

:)