quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
quarta-feira, 12 de abril de 2017
Segue o teu destino,
Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
Ricardo Reis
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
Campânulas
Campânulas
Guarda num recanto de ti as flores que encontraste entre as rochas
Para mim
Lugares secretos de secretos olhares
Que a amizade pode ser o símbolo dessa flor amarela
Campânula de sons mudos
Para quem não sabe entender os silêncios de carinhos distantes,
São sempre áridos os solos dos afectos!
E o solo sobre o qual germinamos a nossa amizade vai florindo em cada amanhecer
Devagar
Ano após ano
Nas distâncias presentes
Nos Silêncios e nas palavras
No seu tempo
Nas campânulas amarelas
E eu gosto de flores amarelas
Guarda-as para mim em ti!
BF
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Prisioneiro
O PRISIONEIRO
Eu cerrei brandamente a janela sobre a noite quieta
E fiquei sozinho e parado, longe de tudo.
Nenhuma percepção — talvez uma leve sensação de frio no vento
E uma vaga visão de objetos boiando no vácuo dos olhos.
Nenhum movimento — distâncias infinitas em todas as coisas
No lençol branco que era outrora o grande esquecimento
No poeta que ontem era o refúgio e a lágrima
E no misericordioso olhar de luz que sempre fora o supremo apelo.
Nenhum caminho — nem a possibilidade de um gesto desalentado
Na angústia de não ferir o desespero do espaço imóvel.
Passariam as horas e nas horas o auge de cada instante de sofrimento
Passariam as horas até a hora de voltar para o amor das almas
E seguir com elas até a próxima noite.
Nenhum movimento — é preciso não despertar o sono dos que velam em espírito
É preciso esquecer que há poesia a ser colhida nas longas estradas.
Nenhum pensamento — a mobilidade será o horror de todas as noites
É preciso ser feliz na imobilidade.
Vinicius de Moraes, 1935
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
Ninguém
Quem és tu?
- Ninguém.
E Ninguém percorre a cidade, acende o cigarro e lê o Jornal que Alguém por desleixo deixou num banco da cidade. Ninguém sente o sol na pele, quer seja verão ou inverno, na mesma soleira da porta que nunca para si se abre. Mas às vezes aquela porta abre-se e veste-se de festa. Passa Alguém atrás de Alguém engalano de olhar altivo que não vê Ninguém. Este foi por horas escorraçado para a soleira da porta ao lado. Alguém não viu Ninguém, mas Ninguém viu e vê tudo o que lhe passa da cidade em si. Os cheiros, as gentes e a liberdade de escolher a soleira da porta onde apanha sol.
E tu quem és?
Alguém?!
BF
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
Mãe
Todos os dias são de ausência. Sentida. As memórias das
pedras da casa e o aconchego da lareira. Revolvias a sopa dentro da panela de
ferro com a colher de pau que também servia para castigar. O olhar triste pela
batalha diária de por comida na mesa mas, também, o sorriso. Lembro-me sempre
do teu sorriso. Muitas das vezes um tanto matreiro. Olhavas-me e sorrias com os
olhos e um leve gesto de lábios sem precisares de falar pois eu percebia do que
tu sorrias. Quando a tua neta nasceu disseste umas palavras sábias " se
passares com ela um terço do que passei contigo já estás bem arranjada".
Passaste muito comigo. Desculpa. Era rebelde, refilona nos meus impulsos de
criança. Na verdade só uma mãe que ama consegue passar pelo que tu passaste.
Somos sete e estamos todos cá. Cada um com as suas lembranças e momentos
vividos mas todos nós sentimos o teu amor, diferente pelo tempo e pelas
circunstâncias, mas amor! Hoje é só mais um dia de ausência igual a todos os
outros que passam sem ti. A diferença está só na data do calendário que
assinala a tua partida.
Estás sempre presente
nas memórias.
BF
Foto de minha autoria
domingo, 1 de janeiro de 2017
2017
Porque cada dia é uma passagem, e a festa deveria ser feita interiormente por cada um de nós, e não só exteriorizar para que os outros vejam o que na maior parte das vezes não sentimos.
Procurem, renovem, arrisquem!
Façam a mudança acontecer sem calendário ou hora marcada.
A vida acontece mesmo sem relógio no pulso!
BF
Foto de minha autoria
sábado, 17 de dezembro de 2016
domingo, 27 de novembro de 2016
Passagens da natureza
Foi por certo a mais bela rosa daquele pé de roseira.
Enquanto botão ansiava desabrochar para a todos inebriar com o seu cheiro e
beleza. Uma curta passagem de deslumbramento. Suas pétalas envelheceram,
enrugaram. Agora, olha os outros botões a desabrochar com a sabedoria da sua
passagem pelo roseiral das ilusões. Só lhe resta deixar cair ao chão as suas
pétalas velhas. Talvez, entre as muitas pisadelas de passos apressados, alguém
recolha uma das pétalas e a guarde entre as folhas do livro preferido. Assim
continuará a ser admirada sempre que este for desfolhado.
BF
Fotos de minha autoria
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
É isto o amor
É Isto o Amor
Em quem pensar, agora, senão em ti? Tu, queme esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste amanhã da minha noite. É verdade que te podiadizer: «Como é mais fácil deixar que as coisasnão mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmosapenas dentro de nós próprios?» Mas ensinaste-mea sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou,até sermos um apenas no amor que nos une,contra a solidão que nos divide. Mas é isto o amor:ver-te mesmo quando te não vejo, ouvir a tuavoz que abre as fontes de todos os rios, mesmoesse que mal corria quando por ele passámos,subindo a margem em que descobri o sentidode irmos contra o tempo, para ganhar o tempoque o tempo nos rouba. Como gosto, meu amor,de chegar antes de ti para te ver chegar: coma surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de águafresca que eu bebo, com esta sede que não passa. Tu:a primavera luminosa da minha expectativa,a mais certa certeza de que gosto de ti, comogostas de mim, até ao fim do mundo que me deste.
Nuno Júdice, in 'Pedro, Lembrando Inês'
Foto de minha autoria
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
A beleza
Primeiro são as cores e só as cores
que te prendem o olhar.
Depois vem o cheiro…
Nasce da terra como simples erva,
abre-se aos olhos do mundo
e morre !
No mesmo pé, que lhe sustenta
a beleza, cai na leveza de um sopro…
O ciclo de todos os seres.
Num ilusório perene….
leve
frágil
breve!
BF
(foto e palavras de minha autoria)
sexta-feira, 1 de julho de 2016
quarta-feira, 8 de junho de 2016
sexta-feira, 4 de março de 2016
Desde que te conheço
Desde que Te Conheço
Invade-me uma grande calma quando penso em ti. Sinto-me bem, disposto para as mais difíceis tarefas, para os mais complicados e demorados trabalhos.Já não é na turbulência das noites (vividas na pressa) que encontro a vontade de escrever. As noites cansaram-me, ia acabando comigo de vez na desordem e na ânsia de viver. Claro que continuo a sair à noite e a amar esse espaço fantástico que é a cidade. Esta cidade que amo, mas tu estás nela também. a cidade mudou desde o instante em que nela entraste. Já não percorro a noite numa angústia que se esquece e anula na bebedeira, ao nascer do dia. Desde que te conheço tenho levado uma vida bastante regrada. Deixei de beber. deixei de andar por aí a ver se alguém me pega ou se eu pego em alguém. Acabou. Tenho-te e sinto uma felicidade estranha a dominar-me. Trabalho calmamente, com vagar, e avanço sem ser aos tropeções. Leio e releio o que escrevo. Tudo se torna, de texto em texto, mais preciso, mais próximo do que penso. Escrevo somente (como de resto sempre fiz) o que me dá gozo e ao mesmo tempo me perturba. Por isso odeio tanto reler-me. Sinto-me perturbado. O que ficou escrito foge-me, parece já não me pertencer. No entanto, sei que estou ali, por trás de cada texto escrito. Sinto que são ainda parte integrante de mim - raramente me consigo desligar (friamente) do que escrevi, mesmo que o tempo tenha tentado apagar as motivações que me levaram, na altura, a escrever o que ficou escrito.
Al Berto, in "Diários (26 Abril 1991)"
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
sábado, 23 de janeiro de 2016
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Ruína
Há muito tempo que as portas se fecharam ….
mas por detrás das vidraças continuam as cortinas dependuradas no tempo
……pode sempre entrar uma réstia de luz!
Lá dentro a mesa está arrumada com as cadeiras no devido lugar. Espera que lhe caia a toalha e os pratos em cima. Sente os pontapés da criançada nas suas pernas, nos momentos em que se sentia cheia, sem espaço ao seu redor.
Afinal não foi o prato que lhe caiu em cima. Foi a primeira das muitas telhas que aos poucos se desprendem do telhado.
A ruína anunciada. A chave nunca mais deu a volta à fechadura.
A seguir ao telhado cai o estoque. A parede desmorona e a cadeira não será mais que pedaços de tábuas no chão…..
das muitas horas que foi aconchego.
BF
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
As flores também choram
E falavas na orvalhada que fica nas flores numa manhã fria e
solarenga. Se as pétalas choram? não sei. Mas sei que o mar do olhar também
transborda como qualquer maré cheia, de sentir. Depois, um poeta do nosso tempo
diz que "as lágrimas são o mel dos olhos" e eu acrescento que será
para quem o não souber colher. Talvez com um beijo. Será que as flores choram?
BF
domingo, 19 de abril de 2015
segunda-feira, 30 de março de 2015
Uma noite ao fundo
Noite,
obscura viagem
lágrimas, gritos, pedaços de nós perdidos
na noite , nos momentos que somos almas viajantes em corpos desencontrados
No fundo....
Consegues encontrar-me?
estou aqui....
perdida
uma noite ao fundo
e a vida só pode estar no amanhecer
e eu não te vejo na luz pois ao meu redor só há mesmo escuridão,
sombras e pedaços de vida
Estica a mão! Toca....toca-me!
sentes? sou mais noite
pedaço de breu....
e tu? não me consegues encontrar...ao fundo
uma noite!
BF
Foto e palavras de minha autoria
domingo, 29 de março de 2015
Herberto Helder - Sobre o Poema
Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.
Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
— a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.
E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.
— Embaixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
— E o poema faz-se contra o tempo e a carne.
Herberto Helder
Foto de minha autoria
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.
Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
— a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.
E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.
— Embaixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
— E o poema faz-se contra o tempo e a carne.
Herberto Helder
Foto de minha autoria
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Brilha no olhar os tempos passados
Brilha-lhe o olhar no recordar os tempos passados
E fala do revolver a terra e as gentes
Aquelas que foram saltando as fronteiras
Num tempo longínquo em memórias de fome…
As que ficaram por lá
para nunca mais regressar,
cobertas por uma terra que as não viu nascer.
Conhece as rochas e os pinheiros
linhas invisíveis que
dividem o pedaço de terra que ama…
cavar, alisar , ancinhar, mondar …. Terra fecundada pelo
suor do seu esforço
depois germinam “e havias de ver que bonitas estão as favas!
Já têm uns rebentinhos. E a figueira que plantei ao cimo da vinha! já o ano
passado deu a prova com três figuitos!”
Depois são as gentes,
as memórias vivas que guarda como se um livro de registos desejoso de ser aberto.
“Então não conhecias? Não te lembras? Era filho de fulano
que casou com a “garotita” do que mora lá em
baixo…..”
Assim contínua, num desenrolar de histórias e memórias que
carrega consigo e partilha com quem o sabe ouvir.
Gostava tanto de ter tempo para te ouvir e registar em livro
para que nunca se acabem essas memórias.
BF
sábado, 6 de dezembro de 2014
domingo, 9 de novembro de 2014
Amor
Amor
o teu rosto à minha espera, o teu
rosto
a sorrir para os meus olhos,
existe um
trovão de céu sobre a montanha.
as tuas mãos são finas e claras,
vês-me
sorrir, brisas incendeiam o
mundo,
respiro a luz sobre as folhas da
olaia.
entro nos corredores de outubro
para
encontrar um abraço nos teus
olhos,
este dia será sempre hoje na
memória.
hoje compreendo os rios. a idade
das
rochas diz-me palavras profundas,
hoje tenho o teu rosto dentro de
mim.
José Luís Peixoto, in "A Casa,
A Escuridão"
Foto de minha autoria
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
terça-feira, 23 de setembro de 2014
sábado, 20 de setembro de 2014
domingo, 10 de agosto de 2014
sábado, 2 de agosto de 2014
sábado, 12 de julho de 2014
Cabaz da merenda
O cabaz da merenda de outros tempos, de quando a
"jorna" no campo era o ganha pão. Pensámos terem ficada esquecidas
num Portugal rural, mas não.....obrigaram-nos a ressuscitá-lo e passou a ser
adereço pessoal, quase de moda, nos que, nas horas de ponta, se deslocam para a
sua "jorna" citadina. Chamamos-lhe lancheira. Mas como em tempos
idos...trás lá dentro os restos que ficaram da janta.!
BF
Foto de minha autoria
domingo, 6 de julho de 2014
A pasteleira
"Paulo dobrou o casaco, pô-lo no porta-bagagens e pegou na bicicleta. Baixo, desasado, uma repa de cabelos brancos aparecendo sob a boina à espanhola, os óculos de tartaruga descaídos, a queimadura na cara, a mão entrapada, parecia um pobre diabo incapaz de fazer qualquer coisa de sério.
- Tu sabes andar de bicicleta? - perguntou Ramos subitamente na sua voz alegre, divertido com a figura do camarada, mas sentindo-se entretanto sem saber porquê um tanto comovido.
Paulo levou a bicicleta até ao carreiro. Aí pôs um pé no pedal, deu um, dois, três. quatro galões com o outro pé (- Ele sabe! Ele sabe! - gritou Ramos gargalhando) e ei-lo sentado no selim. A bicicleta deslizou carreiro abaixo, encurvou perigosamente à direita, depois à esquerda (- Ele cai! Ele cai! - exclamou Ramos pondo-se de pé) e novamente se endireitou. A bicicleta voltou ao meio do carreiro e, agora serena e silenciosa, levando o vulto de Paulo com a cabeça tão encolhida entre os ombros que apenas se via a boina à espanhola, foi-se afastando até desaparecer com o próprio caminho."
Manuel Tiago / Álvaro Cunhal
Manuel Tiago / Álvaro Cunhal
quinta-feira, 3 de julho de 2014
sexta-feira, 27 de junho de 2014
quarta-feira, 25 de junho de 2014
sábado, 21 de junho de 2014
A bailarina
"...Bailó primero con los ojos y con sus párpados
alados de pestañas.
¡Entre sus dos manos, su cabeza pesaba lo que pesaba el
mundo!
Por último, su rostro se iluminó,
dio tres pasos, arqueó su cuerpo,
y sus manos extendió desesperadamente...
y de pronto se irguió y nos las regaló abiertas
después de aprisionar el perfume ondulado de las
rosas..."
(Final do poema árabe A Bailarina, escritor anónimo, do
Livro Jardim das Carícias, que foi pela primeira vez traduzido e publicado em
Francês por Franz Toussaint.)
Optei pela versão Espanhola pois foi aí que foram
encontrados os manuscritos
Foto de minha autoria
BF
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Mar
Mar
Mar, metade da minha alma é feita de maresia
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.
E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras.
Sophia de Mello Breyner Andresen, Poesia I
Fotografia de minha autoria
quinta-feira, 12 de junho de 2014
terça-feira, 3 de junho de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
segunda-feira, 14 de abril de 2014
terça-feira, 25 de março de 2014
sexta-feira, 21 de março de 2014
sábado, 15 de março de 2014
Passageiros
Desculpa o tempo que perdemos em caminhos desencontrados,
Pois nada vida nada mais somos que simples passageiros.
Partimos com o entusiasmo da desconhecida viagem.
Juntamos bagagem, mudamos rotas, mesmo sabendo que o destino
está lá…
Marcado no tempo que urge.
Pensávamos ser capaz
de o mudar!
Depois... quando retorna-mos ao cais de embarque
Despojamo-nos de tudo…
Só faz falta sentir a mão
Que te ajudará a embarcar!
BF
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