domingo, 11 de janeiro de 2009
A Minha Filhota
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Andando por aí ...pela cidade.
Encontro-me nas ruas que escolhi
Não há distancias. Há palavras. Há sorrisos
E amigos...
Há a esperança de encontrar o que perdi.
Sento-me num banco solitário.
Chegaram
As lembranças...
E encurtaram-se as distancias.
E voltaram as palavras. Os sorrisos
E os amigos... E,
Vou por aí pela cidade
Sentindo a leveza dos passos na calçada
Seguindo a chama acesa que me guia...
E, é esta a minha estrada.
BF
sábado, 20 de dezembro de 2008
Num dia de Dezembro
Os dias passaramDepois, foram meses e já anos a passar
...por mim.
Foi num dia igual ao de hoje, marcado no calendário.
Trago comigo as memórias do que fomos nessa tarde.
Do encontro tantas e tantas vezes vivido...
O desejo que me iluminava o olha,
E, o rio de amor à nossa espera.
Eras o meu barco parado no cais...aguardando por mim.
Foste o ponto de embarque...
Soltaste as amarras
E eu continuei
Viajante solitária por esse rio
De uma só corrente...
A minha.
E neste barco à deriva de sentires,
Hoje... num outro dia igual,
A tantos outros que já passaram,
Continuas a ser a corrente que me faz balançar
... Continuas a ser o meu mar...
A foz onde acabo sempre por desaguar.
BF
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Porque tenho fases musicais...
Jorge palma
domingo, 23 de novembro de 2008
Então é Natal
Também eu sempre gostei do espírito de natal. Só que cada vez mais o natal começa a ser uma época de lembranças. Recordações de outros natais vividos.
Faltam-me tantas pessoas...
Essas que me ensinaram o verdadeiro sentido do espírito de natal. Natais mais pobres de presentes mas tão cheios de carinho. Em que o amor era expresso no olhar e não no valor por debaixo do embrulho com um grande laçarote.
Quando criança encontrar umas guloseimas dentro do sapatinho, que deixava junto à lareira, era uma verdadeira festa. Sabia que não poderia ter mais que isso. Mas no fundo tinha tanto tanto...
Tinha os alicerces ao meu lado. Aqueles que hoje me faltam.
Mas porque tenho que passar esses valores, esse espírito de natal para a minha papoilinha, vou olhar para o alto, mandar-lhes um sorriso e continuar com um brilho no olhar.
Já cheira a Natal.
BF
domingo, 16 de novembro de 2008
Nada mais que palavras...
Planifica os sentires para que não ultrapasses etapas;
Há palavras sagradas que não devem ser ditas em vão;
Cola os sentimentos que te rasgaram e guardaste na gaveta,
Antes de chegares.
Do outro lado está um coração igual ao teu.
Ainda com restos de cola em seu redor,
De tanto se tentar consertar…
Quando sonhares
Tenta perceber se mais alguém está a sonhar,
Contigo, no mesmo espaço temporal.
Para que... nunca acorde num sonho findo.
É que mesmo ficando com mais lascas espalhadas,
Há quem acredite…ainda,
Que vale mesmo a pena sonhar!
BF
domingo, 9 de novembro de 2008
A NEVE /Serra da Estrela
como quem chama por mim...
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim...
É talvez a ventania;
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento, com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
Há quanto tempo a não via!
E que saudade, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
de uns pezitos de criança...
E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
- depois em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...
Que quem já é pecador
sofra tormentos... enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na natureza...
– e cai no meu coração.
Augusto Gil - Luar de Janeiro, 1909
domingo, 2 de novembro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Brincando aos poemas
Hoje resolvi escrever um poema
De perna para o ar
Com as palavras que ficaram por dizer
E outras tantas que ainda irão chegar...
Um poema de saudade
Ou de simples solidão
Um poema mariposa
Que voe de mão em mão...
E, se na tua poisar
Não o lances logo ao vento
Deixa que ele te toque
De leve no pensamento.
BF
sábado, 27 de setembro de 2008
Rocha do Norte, Sou
Foi este ar que primeiro alagou meus pulmões ao nascer …
Sou e serei sempre Rocha do Norte que gosta de girassóis e de papoilas e que meteu na cabeça que tem de rumar a sul…
Nessa dureza, nessa força que me embebe o ser, busco a coragem de continuar a sentir… a viver e a amar assim.
Necrópole de S. Gens..... Corria uma lenda de que, quem conseguisse deitar o rochedo ao chão, encontraria um tesouro... até à data o bonito rochedo continua em pé junto às inumeras sepulturas cavadas nas rochas.
BF
fotos tiradas por mim e pela papoilinha (daí a qualidade não ser grande coisas)
sábado, 20 de setembro de 2008
Simples desejo...nada mais
domingo, 14 de setembro de 2008
Justiça Para Flávia

Do Outro lado do Atlântico, no Brasil na mesma altura, Janeiro de 1998, uma outra mãe, Odele de Souza, vivia a tragédia que lhe mudaria por completo a vida. A sua filhota Flávia, de 10 aninhos, sofria um acidente num ralo da piscina do condomínio onde morava. Flávia encontra-se hoje com 20 anos e há 10 anos que está em coma vigil.
Odele é uma Mulher de coragem, que muito tem lutado, ao longo destes 10 anos contra a lentidão da justiça e alertando o mundo para que acidentes destes não mais aconteçam por descura humana (de construtores, fabricantes, fiscalizadores..etc…etc), toda a história da Flávia e a luta de Odele pode ser acompanhada através do seu Blog Flávia Vivendo Em Coma.....
Hoje, como mãe, e acima de tudo como ser humano, quero dar o meu contributo neste abraço colectivo de solidariedade para com a Flávia e sua mãe Odele
sábado, 6 de setembro de 2008
Tanto de mim
Na noite feiticeira
Ansiava teu corpo
Sabia que te teria assim…
Carnal agonia de querer
Arder no fogo
Aceso dos olhares
Sensitivos na pele
Matar os desejos
Secretos
De tantos outros quereres…
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Correntes de vida
Água puraBF
Ou verde campo
Agreste vento
Sou
E se tu achas que
a corrente me levou
Sente agora a força com que florescem as margens
Desse
rio vivo
Transformado em leito
Pela força do muito querer...
Amanhã,
O mesmo agreste vento
Que penetrava a
alma
Refrescará as pétalas de vida
Resplandecentes,
Sementes
germinadas,
Neste campo em que quero
Continuar a sentir…
florir.
Foto de minha autoria
sábado, 2 de agosto de 2008
Rumo a Sul...
Porque o meu amor pelo Alentejo tem aumentado ao longo dos tempos…
E como alguém me dizia em jeito de repreenda há uns dias atrás:
“- Se este país é um rectângulo e tu estás a meio, porque raio é que teimas em rumar sempre para Sul?!”
Porque não sei responder.
Até porque eu sou
mais rocha do Norte...
Inverno frio que se entranhou na pele,
ruga que fica…
passando de geração em geração,
de gente perdida,
Procuro no meu rumo a sul amplitude
Do espaço e, tanto... tanto mais que não posso dizer!
Hoje, mais uma vez, pensei muito em ti.
BF
domingo, 20 de julho de 2008
Entrei em descanso.....

...mas não de sentires e de emoções...
Ausente de vós e de mim por algum tempo.
Logo, logo voltarei ....
BF
Imagem de João Carlos
sábado, 12 de julho de 2008
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Estados de alma...
O frio a bater… lá fora
Perdida,
Caída a noite .. será inverno?
Que escuro!
São sombras da vida que passa
Pelas pedras calcorreadas
Já gastas de tanto passar.
Procuro a luz...
Numa fresta de janela,
Um raio ou um reflexo,
Um pequeno cintilar.
Está escuro lá fora!
E cá dentro… muito frio…
Sem uma luz a brilhar!
BF
Palavras e imagem da minha autoria
domingo, 6 de julho de 2008
Ardia...
Cemitério de Pianos
José Luís Peixoto
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Quem disse?

quarta-feira, 11 de junho de 2008
Malvas Rosa....
Porque a ausência é palavra que me incendeia o querer... a saudade aumenta assim como o desejo de ter aqui. Assim, vou memorizando nos olhares as palavras com eles trocadas. Serei por certo uma pequena palavra nesse teu mar de letras ou, será que sou, a erva daninha que teima danificar o teu jardim?! Porque agora a distancia é tão física, e no entanto, nunca te senti tão junto de mim. Esta ausência é serena, não dói pois sei que estamos juntos em pensamento. Como erva daninha quero crescer entre as malvas rosa. Será que conheces as malvas rosa?! São flores altivas de um mesmo tronco, no entanto tão singelas na sua beleza, assim como as palavras são parte de ti. És o meu tronco de malva rosa. Aroma que respiro. Navego, ou será que voo, pelo teu mundo de palavras? Te absorvo mais e mais… Querer beber-te na essência. Conheço os teus escritores e algumas das tuas músicas, poetas e neles te revisito em ti. No entanto, não sei das tuas flores… do teu jardim! Gostas de malvas rosa?
sábado, 7 de junho de 2008
Estou em mudanças :)

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luís de Camões
domingo, 1 de junho de 2008
Com dedicatória... porque....a tua ausência dói-me...

domingo, 25 de maio de 2008
Espraiar sentires....
E te perco na fúria das marés
Atraído pelo feitiço da lua
Tu vais
E... apenas estendo um braço
Querer te agarrar e não ser capaz
Aumentou a distancia
Hoje estás para lá de mim…
BF
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Porque me apetece Pedro Tamen

Só me separa intenso do que foge
pelo meio dos fumos e das micas
a bala que me apontes e se aloje
onde resido eu, e tu te ficas:
nesse lugar de goma almiscarada,
e mascarada (que não é possível
de modo outro ser-se), tu, a fada
de cor e pele e carne mais doível,
ergues as mãos de lacre no que sou
e tocas essa vara, vime e lenho,
no que passar, ou passe, ou já passou
_ e assim é que me perco e que me ganho,
pois que por ti tudo o que tenho dou,
pois que de ti o que te dou retenho.
Pedro Tamen
(foto a caminho do sul - BF)
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Estranho amar

Por ângulos distorcidos da vida
Imagem projectada de um outro viver
Passagem interrompida na margem
Solitária do rio…
Estranho viver
Neste vaivém constante de quereres
Estar mais perto de mim e de ti tão longe
Distâncias gravadas na ausência do olhar
Perdido na espera…
Estranho amar
Esta chama que consome a alma
Na fogueira da paixão por viver
Acendalha esquecida nas cinzas
Desalento… frio
… Estranho amar!
BF
Imagem de Paulo Branquinho retirada de Olhares.com
terça-feira, 13 de maio de 2008
Parabéns ao Campo.......
Um ano cheio de sentimentos por aqui partilhados…
Onde nem sempre a assiduidade é a regra.
Nem sempre a vontade de escrever ou ler os amigos que por aqui encontrei são diárias.

E, como diz o António Castro na
"Minha Voz de Vento"
Eu sei que não quero tópicos
Limites às minhas ideias
Parágrafos-guias
Ou conclusões.
Nos meu sonhos de escrita
Próprias palavras
Não me amarrem nas minhas
No meu individualismo!
Guardem as vossas regras de escrita
Para vocês…
Pois nunca escreveram.
Escrever não se ensina
Dá-se.
Escrever é paciência
Estimulante
Que não limita!
É gostar para fazer gostar
É motivar, entender e ajudar!
Não aceito as vossas regras
Que vos aprisionam
Nos vossos próprios limites!
Não quero silêncios de Sombra
Na minha voz de vento
Rápida e forte!
(António Castro)
sábado, 3 de maio de 2008
Mãe/Mulher coragem
É ter algo para dar sem pensar em receber
Sofrer, chorar e não mostrar
A tristeza que seu coração contem…
Ser mulher é ser Mãe
Na coragem do embalar
Um corpinho frágil
Saído de seu ventre
Ou da afectos tornado…
Ser mulher
É amar de
Amante
Mãe
Amiga
Companheira
Ser mulher é sofrer
Esconder a lágrima
Que na face teima em rolar
E num sorriso camuflar
Toda a dor que por vezes sente
Porque ser mulher é ser
Coragem de ir em frente….
BF
terça-feira, 29 de abril de 2008
Quero-te
Disfarças entre as palavras
E guardas de mim
Quero os carinhos
Promessas feitas em versos
Escritos a dois
Quero realizar o sonho
Que permanece cá dentro
Quero ter direito a ver
O brilho do teu olhar
Acordando entre os meus braços
Quero sentir o serenar
De teu corpo cansado sobre o meu
Quando somos um
Quero ser mar revolto
Porto de abrigo
Praia deserta para te encontrares
E no crepúsculo da vida
Quero ser o ar
Que alenta o teu caminhar
Quero ser palavra
Gesto
Toque
Olhar
Quero ser teu cheiro
Quero ser Amar
BF
quinta-feira, 24 de abril de 2008
terça-feira, 22 de abril de 2008
Dias Felizes
E no dia em que os sinos dobraram
Ecoando cá dentro
Nos unindo numa prece…
Em que as aves voaram para longe
Em demanda de novos horizontes...
E, no correr dos sentidos,
Lembranças de estações passadas
Transformadas em ténues centelhas de esperança
Que guiam as almas cansadas…
E, os sinos que retumbavam nas memórias,
Eram batidas de um coração que vibrava
De amor vivido…
Anunciado aos ventos
No alegre chilrear do bando
Lá longe no horizonte
E nesse dia….Fui Feliz
BF
segunda-feira, 10 de março de 2008
Oração

Num mundo paralelo…
Não sinto o coração partido
E a alma definhando nas horas vividas
Em espera…
Tranquei desejos na gaveta
Arranquei à força a ilusão do caminho
Nas imagens do passado
Aceito momentos presentes
Na tristeza vislumbro ténues sorrisos
Agradeço momentos de luz
Esperança que corre
Retrocede… ganha fôlego…
Recomeça
Pela vida que corre
Oro
BF
domingo, 2 de março de 2008
Este Povo
Este Povo,
Cansado…
Canta memórias antigas de
Vitórias perdidas no tempo
Longínquo…Heróis esquecidos,
Na esperança da mudança que urge!
Este Povo,
Outrora mantido em silêncio,
Não quer voltar a ser
Palavra escondida …Sublinhada,
Critica camuflada
Esgueirada na noite,
Vergasta que dobra
Boca que cala…
Este Povo,
Quer olhares claros,
Rostos elevados,
Palavras que ecoem ao vento
Por gente sem medo das
Palavras…
Sem medo da gente
… Que lhe passa ao lado!
BF
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Desafio - 12 Palavras
A Amiga Maria do Blog o Cheiro da Ilha, desafiou-me a escolher 12 palavras importantes ou que nos digam algo de especial e escrever um texto. Mesmo não sendo boa nestas coisas de desafios, escolhi 12 palavras que estão presentes no meu dia-a-dia. Que me definem.
Aqui vai:
Porque não sei viver sem Paixão e no constante Inconformismo com o que de menos bom a vida me dá, vou à Luta, encontro o conforto e alento de que tanto preciso na Família e nos Amigos, por quem movo montanhas.
Desde criança que não suporto Injustiças o que me leva a ficar, sempre, do lado do mais fraco. A Solidão mete-me medo ao mesmo tempo que por ela sou atraída. Gosto de momentos intimistas em que o “eu” está muito presente.
Sou muitas vezes acometida por um sentimento muito pouco nobre, a Vingança. As pessoas que na realidade me conhecem sabem que quem me faz alguma, mais cedo ou mais tarde, vai receber o troco. Piegas… aguento muito melhor a dor psicológica do que a dor física. Tenho pavor da dor.
Filha a minha pérola que constantemente quero proteger, manter na concha para que a vida a não faça rebolar por águas revoltas. Sei que não o conseguirei eternamente mas nunca deixarei de o tentar. Com a Música vivo cada segundo transformando-a no meu bálsamo preferido. Pelo que descrevi devem estar a chegar à conclusão que sou uma Antítese constante...
Quanto ao passar o desafio.... vou deixar ao critério de quem o quiser agarrar.
BF
sábado, 23 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Eu
Sou pedra lioz
Entalhada na vida
Sou vento que range
Pelas frestas abertas
Sou árvore que abana
Os seus frágeis ramos
Sou corpo ausente
Fantasma aqui preso
Sou molde de mim
Vendaval constante
Sou escarpa que trepo
Com meus próprios pés
Sou água da chuva
Regando o jardim
Sou volta completa
Metamorfoseando sentires
Neste meu lapidar
Sou pedra lioz
Mulher no Amar
BF
Foto de minha autoria
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Riacho de mim
Ora serena …
Pelos vales da saudade,
Outras vezes cavalgando
Em tormentosas passagens.
Nos sentires desprendidos,
De quem meu leito esculpiu...
Feito escultor de memórias.
No adornar da imagem,
Precisão no martelar...
As marcas do meu caminho,
Profundamente embutidas.
Abandonando na corrente
O desejo partilhado…
Batendo na rocha fria.
Aos braços de um outro rio.
Grande… frio… impessoal!
Onde adormece o pulsar,
Onde acalma os sentires,
Onde se esquece de tudo…
Do caminho palmilhado,
Com tuas mãos como guia
Esculpiram o prazer
Foto da minha autoria
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Vou caminhando ao longo da estrada
Sem me desviar da rota traçada.
Nas tentações do desconhecido
Me perco …me encontro
E volto à rota.
Rumo certo, vereda segura.
Por vezes, cansada desta rotina,
Quero fugir… passar os limites,
Extravasar sentimentos...
Renovar sensações...
Tirar a capa.
Que me prende os movimentos
E não me deixa ultrapassar
Esta fronteira traçada
Pela mão do destino.
E vivo assim entre bermas
Que no fundo desejo resvalar
E encontrar a autenticidade
De ser, por uma vez só,
O inverso da regra
O incorrecto desígnio…
Sair da estrada e caminhar à deriva
Refazer o mapa da rota
Em mim traçada.
BF
Imagem de Guilherme Limas retirada de olhares.com
domingo, 20 de janeiro de 2008
Sorrisos
Reescrevi o gostar
que em ti tenho lido
Revi o querer
que em ti tenho amado
Projectei o sofrer
nesta tua espera
Cansada de tudo
quis desistir desta luta
Agarrar-me a sorrisos
em muitas outras bocas
E,
Os Deuses só são imaginação
E os sorrisos que troco são com simples mortais...
Uma parte passou
no passar desta vida
Esperando por ti
como uma perdida
Hoje me encontrei um pouquinho mais
Quero muitos sorrisos de simples mortais.
BF
Imagem retirada de imagens Google
sábado, 5 de janeiro de 2008
Esta muralha que treme...
Como me faz falta a pedra
Derrubada,
Da muralha que era…
Pedra derrubada na tua passagem
Colocando em risco toda a estrutura…
Tentando manter-me erguida,
Esta muralha, que treme,
Observa a colina da vida,
Afasta novos sentires,
Para que nada resvale
E afecte o alicerce...
De mim.
Que quero manter
Forte!
BF
Fotografia de Pedro Moreira - Retirada de Olhares.com












