sábado, 23 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Eu
Sou pedra lioz
Entalhada na vida
Sou vento que range
Pelas frestas abertas
Sou árvore que abana
Os seus frágeis ramos
Sou corpo ausente
Fantasma aqui preso
Sou molde de mim
Vendaval constante
Sou escarpa que trepo
Com meus próprios pés
Sou água da chuva
Regando o jardim
Sou volta completa
Metamorfoseando sentires
Neste meu lapidar
Sou pedra lioz
Mulher no Amar
BF
Foto de minha autoria
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Riacho de mim
Ora serena …
Pelos vales da saudade,
Outras vezes cavalgando
Em tormentosas passagens.
Nos sentires desprendidos,
De quem meu leito esculpiu...
Feito escultor de memórias.
No adornar da imagem,
Precisão no martelar...
As marcas do meu caminho,
Profundamente embutidas.
Abandonando na corrente
O desejo partilhado…
Batendo na rocha fria.
Aos braços de um outro rio.
Grande… frio… impessoal!
Onde adormece o pulsar,
Onde acalma os sentires,
Onde se esquece de tudo…
Do caminho palmilhado,
Com tuas mãos como guia
Esculpiram o prazer
Foto da minha autoria
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Vou caminhando ao longo da estrada
Sem me desviar da rota traçada.
Nas tentações do desconhecido
Me perco …me encontro
E volto à rota.
Rumo certo, vereda segura.
Por vezes, cansada desta rotina,
Quero fugir… passar os limites,
Extravasar sentimentos...
Renovar sensações...
Tirar a capa.
Que me prende os movimentos
E não me deixa ultrapassar
Esta fronteira traçada
Pela mão do destino.
E vivo assim entre bermas
Que no fundo desejo resvalar
E encontrar a autenticidade
De ser, por uma vez só,
O inverso da regra
O incorrecto desígnio…
Sair da estrada e caminhar à deriva
Refazer o mapa da rota
Em mim traçada.
BF
Imagem de Guilherme Limas retirada de olhares.com
domingo, 20 de janeiro de 2008
Sorrisos
Reescrevi o gostar
que em ti tenho lido
Revi o querer
que em ti tenho amado
Projectei o sofrer
nesta tua espera
Cansada de tudo
quis desistir desta luta
Agarrar-me a sorrisos
em muitas outras bocas
E,
Os Deuses só são imaginação
E os sorrisos que troco são com simples mortais...
Uma parte passou
no passar desta vida
Esperando por ti
como uma perdida
Hoje me encontrei um pouquinho mais
Quero muitos sorrisos de simples mortais.
BF
Imagem retirada de imagens Google
sábado, 5 de janeiro de 2008
Esta muralha que treme...
Como me faz falta a pedra
Derrubada,
Da muralha que era…
Pedra derrubada na tua passagem
Colocando em risco toda a estrutura…
Tentando manter-me erguida,
Esta muralha, que treme,
Observa a colina da vida,
Afasta novos sentires,
Para que nada resvale
E afecte o alicerce...
De mim.
Que quero manter
Forte!
BF
Fotografia de Pedro Moreira - Retirada de Olhares.com
domingo, 30 de dezembro de 2007
Papoilinha
Pequenina
Serás sempre minha,
Fruto meu ....que em mim cresceu
Rebelde
És no trato minha imagem
Da infância que fica lá longe
No tempo dos sonhos
Doce
Carinho no olhar...meiguice no cuidar
e na palavra "ma" de me chamar.
Companheira
Confidente e amiga na tua inocência de criança
Sem por vezes perceberes a profundidade das questões.
Filha
Contigo nunca estarei sozinha...
Eterna será esta nossa união.
BF
imagem retirada da net
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Um passo mais...
Eu convenci-me que tu gostavas de mim.
Li nos teus olhos ternuras,
Nos teus lábios palavras de carinho,
Nas frases circunstanciais…
Importância minha.
Eu convenci-me do teu amor.
Projectei o meu amar em ti
E,
Aguardei pelo retorno
Que não tive.
Deste-me amizade,
Saciamos desejos,
Possuímo-nos sem nos termos de verdade.
Eu convenci-me de ti.
De que eras único
Superior…
Convenci-me de que nunca
Serias um dos meus fantasmas.
Estavas por demais vivo dentro de mim…
No entanto era só mesmo eu
Que me tinha convencido
De que tu e eu seríamos um nós.
Pleno de ser.
BF
Foto de minha autoria
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Contrariar o Tempo
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Hoje dia 17 Solidariedade com a Flávia
EM TEMPO: A empresa fabricante do ralo de piscina que causou o acidente que deixou Flavia em coma irreversível e que até hoje não foi condenada pela justiça brasileira a indenizar Flavia, conforme venho mencionando em posts anteriores, é a JACUZZI DO BRASIL
FLAVIA,VIVENDO EM COMA
Muito obrigada.
Odele Souza
sábado, 8 de dezembro de 2007
Momentos meus
Tenho a vida tão cheia de nada
Neste premente viver….
Sinto um vazio repleto de ti,
Da ausência que ficou.
Vivi um amor projectado
Pelo meu muito querer…
Descobri a dor de nada ser.
Nestas veredas te buscava,
Te ansiava, te encontrava
Te fazia meu
E,
Te perdia…
Porque no correr da vida
Me fugias!
E eu,
Fugia dos teus passos…
Com passos pequenos
Pois queria ser alcançada!
Me escondia…
Depois espreitava,
Desejando ser por ti descoberta.
Viver mais um dia, um minuto…
Sei lá… Uma vida inteira
Desta história de ti, de mim…
Que só em mim existia.
BF
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Soneto da Lua
Por que tens, por que tens olhos escurosE mãos lânguidas, loucas, e sem fim
Quem és, quem és tu, não eu, e estás em mim
Impuro, como o bem que está nos puros?
Que paixão fez-te os lábios tão maduros
Num rosto como o teu criança assim
Quem te criou tão boa para o ruim
E tão fatal para os meus versos duros?
Fugaz, com que direito tens-me presa
A alma, que por ti soluça nua
E não és Tatiana e nem Teresa:
E és tão pouco a mulher que anda na rua
Vagabunda, patética e indefesa
Ó minha branca e pequenina lua!
Vinicius de Moraes
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Pausa
.......na Esperança de que novas sementes floresçam.
Vou continuar a visitar-vos dentro das minhas possibilidades.
BF
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Amo-te
Amo-te nas ondas
Da paixão que invento
Nos sonhos perdidos
Que acordada intento
Amo-te no calor do desejo
Que em ti apago
Nos braços vazios
Com que me afago
Amo-te ausente de mim
Num outro aconchegar
Em corpos perdidos
Num outro lugar
Amo-te porque sim…
Perdida em ti
Desejando que um dia
Te encontres em mim.
BF
sábado, 10 de novembro de 2007
Amor erótico
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Quanto de ti, amor
de nada haver onde um de nós não esteja
______
Jorge de Sena
domingo, 4 de novembro de 2007
Solidariedade com trabalhadores
Reproduzo aqui um pouco do texto:
que retirei do Lisboa em Alerta
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Mensagem

Numa garrafa à deriva
Esta mensagem perdida
Esta pena com que escrevo
As emoções desta vida
Em ilusões transmutadas
Nas cinzas soltas ao vento
Almejando novos sorrisos
Em lágrimas de esquecimento
Interpretando as mensagens
Enviadas pelo coração
Tentando ler nas estrelas
Ou nas linhas da minha mão
Que a ilusão já acabou
Que os sonhos já são passado
E que os amores perdidos
Jamais serão retomados
BF
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Maus momentos
Momentos de ansiedade
Em que a vida parece correr
Muitos metros à tua frente
Com passos acelerados
E tu sem conseguires
Que as tuas pernas se movam
Que os teus pensamentos acalmem
Que o teu coração serene…
Lançar a corda e agarrar a vida.
BF
terça-feira, 23 de outubro de 2007
domingo, 21 de outubro de 2007
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Nesta viagem a mim
Caminho de encontro ao ontem,
Na esperança do amanhã que não chega.
Encontro memórias perdidas
Nos luares solitários da noite.
Teimosamente vou prosseguindo,
Mesmo, sabendo que o ontem
Não retornará mais...
Já passou.
Ficará sempre nas brumas do passado.
O amanhã poderá ser uma quimera,
Vivida na esperança do hoje.
Solitário viver...
Este percurso íngreme de emoções!
Ora vazia de sentires...
Ora cheia de quereres.
O ocaso dos beijos bebidos
Nas palavras beijadas,
Peitos abertos pela espada
Dos sonhos perdidos.
Ansiando pelo bálsamo
Do amor... vivido
No ontem
e...
Perdido.
BF
domingo, 14 de outubro de 2007
Paginas de um Livro
Como é difícil virar a página. A página que encerra o cerne da história.
Virar a página e recomeçar num novo capítulo, numa nova etapa.
Por vezes ressuscitamos personagens que tinham ficado lá atrás esquecidas, no preâmbulo. Ou então, temos verdadeiras surpresas ao depararmo-nos com personagens novas, motivadoras, que poderão mudar completamente o rumo da história. Mesmo que ao fim de alguns parágrafos constatemos que não passaram de meros figurantes na trama, cordelinhos puxados pela mente rebelde do escritor. Valeram pela momentânea alegria do início do capítulo.
Tantas vezes tentamos ao longo da história da nossa vida virar páginas. Umas vezes conseguimos… Outras, como que por força invisível, teimam em permanecer abertas. Como que convidando a uma segunda leitura, a uma nova interpretação.
Nessas segundas leituras depreendemos sentidos que as palavras não tinham. Vislumbramos adjectivos e advérbios de lugar que tentamos sobrepor à escrita original.
A página que teimamos em não virar está presa nas palavras que o coração teima em querer escrever.
E, nesta dualidade de quereres, deixamos tantas vezes paginas abertas….da vida que nunca conseguimos virar.
BF
imagem retirada de imagens google
sábado, 13 de outubro de 2007
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Esperei demais
Esperei demais
Cansei de esperar aqui
Nova mudança quero apreender...
Não mais ver as horas passar
Os anos passarem
A vida a passar
Esperei demais
De ti homem normal
Te elevei no pedestal máximo
Te tirei a condição humana
Te fiz Deus
E homem és…apenas
Te amei demais
Já não te busco a presença
Já te olho sem te ver
Já te falo sem tremer…
Vai passar.
BF
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Veredas de Ilusão
No dia a dia, neste corre-corre
Nesta azafama da vida
Encontras palavras nos olhos
Com que cruzas sorrisos
E nos sorrisos trocados
Vislumbras marcas de vidas
Repletas de sonhos criados
Numa espiral de sentidos
No afastar dos olhares
Endereçando-os para o chão
Pisados sonhos ficaram
Nas veredas da ilusão.
BF
imagem retirada de imagens google
sábado, 6 de outubro de 2007
Sempre
Fazem parte de mim
Do meu sentir
Dos meus momentos
Até dos momentos menos bons...
Quando me sinto perdida
Na sua música consigo-me voltar a encontrar
Serão SEMPRE parte de MIM!
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Fui... amar
Se um dia me disseresQue o amor foste Tu,
Não vou acreditar.
O Amor fui Eu!
Fui-o nas palavras ditas,
Com as quais gritei o meu sentir.
Fui-o nas lágrimas choradas,
Nos silêncios ditados pelas
Ausências premeditadas.
Amar fui, enquanto, na cama vazia,
Amava teu corpo colado ao meu.
Enquanto tecia jogos de sedução
Na loucura de meu muito te querer.
Fui Amar!
Amar de corpo inteiro
E, com alma, dolente na espera
Da tua plena entrega que não vinha…
Fui-o, criança ingénua, no contentamento
Eufórico, pelos teus fugazes momentos
A mim despendidos
Fui… sim fui
Amar
Como nunca saberás
Que fui… Amar.
BF
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Nesta Passagem....
Encontrei num olhar, num sorriso aberto
O carinho almejado durante uma existência
Quando passei por ti no percurso da jornada
Encontrei o amigo, sereno companheiro
De peito aberto para esvaziar solidões
Quando passei por ti na voluptuosa dança de nós
Encontrei o amante, sábio mestre
Na plena realização de sentires na torrente de desejos
Quando passei por ti no anoitecer da ilusão
Encontrei os sonhos desfeitos, rasgados no chão
Sem que nenhum de nós os tentasse reerguer
Quando passei por ti no reviver dos momentos
Encontrei-me a passar por ti, sem que marca
Alguma te infligisse nesta minha passagem
BF
domingo, 23 de setembro de 2007
Aparente sentir
Invoquei o teu nome
Tive silêncio na resposta
Desvendei os olhos
Não te consegui vislumbrar
Já não estavas lá...
A procura recomeçara
Em espaços que se alienam sonhos
Se perscrutam ilusões...
Sem nunca agarrar o real amar
Crês sentires amares
Nos nomes que trocas
Das camas amassadas de nada
E vais na angustia vazia de ti
Viver o muito ... no viver nada!
BF
imagem retirada da net
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Levar uma linha a passear...
Alguém que consegue “levar uma linha a passear”…
Alguém que não se importaria de voltar a ser criança
E … depois fugir a sete pés do dono da mesma!!!
A ti Desenhador de Sonhos
Nas asas de uma andorinha que parte
Na brisa do vento que arrepia
No brilho do raio de sol que aquece a pele
Vai…na rota do teu sonho
Nas palavras que em silencio ouves
Nos braços que ilusoriamente te acolhem
Nas memórias dos beijos trocados
Vai …na rota do teu sonho
Nos traços simétricos da vida
Na folha em que desenhas sentires
Nos momentos em que trocas sorrisos
Vai …na rota dos teus sonhos
E no mapa traçado por ti
Com a tinta do teu querer
Realiza o sonho de seres tu,
Na rota de ti! Vive o Sonho.
BF
Imagem retirada da net
domingo, 16 de setembro de 2007
Eléctricos

quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Na noite

Com os olhos do firmamento
Negrume da alma em mim
Sombras do dia que passou
Marcas …Angústias… sorrisos
Estranhos amares na alma pesada,
Coração aflito
Em demandas infindas dos sonhos
Rasgo emoções
Abalroo sentimentos
No desejo do perfeito querer
Na alma pura
Que me atrai
Ávida de ter
Singelo amar
BF
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
A Tua Deixa...

Invento diálogos
Realizo a cena da vida que anseio.
Sempre idealizei cenas de uma vida
Que não vivi…
Escolhi os cenários,
Ensaiei os textos,
Rodeei-me dos melhores actores
E, esperei a deixa.
Palavra certa a ser proclamada por ti!
Como actor principal,
Neste cenário, por mim, idealizado
És luz que enche o palco
És resposta neste meu monologo…
Te sinto assim.
E na hora de eu actuar já não estás em cena.
Não recebes os aplausos…
Já recolheste ao camarim.
BF
sábado, 8 de setembro de 2007
Para ti...
Errante busco quimeras
Esquecendo sempre aquilo que atrás fica.
O canto, aconchego...
Sem olhar em redor
Rodopio,
Na incansável demanda de impossíveis carinhos
Esqueço-te a ti!
E tu estás lá…
Sempre ali.
Continuo errante, vazia,
Na bruma perdida
Sem que outra mão segure a minha.
Mão por ti estendida e que eu não vejo.
Parto sempre
E, tu ficas a aguardar …
Não volto a cabeça,
Não te dou um último olhar.
Quero mais…
Mais longe sempre.
Relego as rectas que me permitem uma ampla visão,
Pelo suplicio dos sinuosos atalhos, obscuros de sentires…
E, nesta permanente caminhada
Esqueço-me sempre de ti.
Que tu ficaste para trás.
E quando a ti volto...
Após ter sido ferida, pelos espinhos silvestres
Que tanto me encantam,
Volto a ti mas não te vejo…
Mas tu, igual a vereda florida me acolhes…
E um dia…
Talvez,
No meu retorno magoado
Já não estejas lá
As flores tenham murchado…
BF
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Nesta Paixão...
Nas ondas da paixão navegoComo barco à deriva de mim.
Por vezes me encontro em águas calmas
Outras as tormentas persistem…
Tempestades de sentires,
Raios fortes que trespassam.
E, na enseada da vida
Espero-te, sempre, encontrar
Qual mestre, marinheiro,
Sábio guia das barcaças perdidas…
Que a si atrai …
E, em seu porto de abrigo,
Conduzida enfim me encontro.
No calmo ondular
Me aconchego a ti.
BF
Foto de João Vaz Meneses, retirada de 1000imagens.com
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Pudesse

segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Soltar as Palavras
Nas palavras que passaram de um Abril já distanteRevejo os silêncios de outrora, gritos mudos de revolta
Astuta arma camuflada a um olhar mais perspicaz
Nas palavras censuradas se gritou a liberdade
Disfarçada de cantiga, em poema… no jornal
Em folhetos clandestinos, reuniões dissimuladas
E nas vidas separadas a coragem renascia
E a palavra esperança de palavras libertar
Nas goelas não ficava e mesmo sofrida combatia
Agora que as palavras voltaram a ser pequeninas
Um lápis azul diferente, mais aprumado por certo
Vai apagando as palavras castrando-as no intelecto
Vamos soltar as palavras, essas palavras de Abril
Das grades onde alguns as tentam manter trancadas
Que não viva reprimida … grita de novo a Palavra!
BF
domingo, 2 de setembro de 2007
Perdida
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Ouve-me!

Vais me ouvir?
Ou vais fechar todas as luzes
Te esconder num canto
Na esperança que as palavras não cheguem
Que o escuro lhes turve o caminho
Que se percam na imensidão
Que os ruídos sobressaiam à minha voz
E que nunca … nunca tenhas de responder?
Tu não queres que eu diga
Que te amo!
BF
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Apelo
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Mais Eu
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Minha Estrela
Nos dias grandes de Agosto
Encontro-me contigo
Minha estrela….
Na hora esquecida do tempo,
Em que demando teu cintilante
Reflexo para meus olhos,
Que seduzes num piscar…
Imploro tua mágica luz
Para o dia seguinte.
Brincas, enovelas-te e depois,
Brilhante vais.
Seguras minha mão,
Flutuo …
E na Ursa, Constelação Maior,
Me entregas…
Danças de roda.
O olhar-me do alto
“aquela ali! Sentada de caneta na mão! Eu?!”
Sorumbática….
Peço-te que a impregnes
Com um pouco do teu brilho...
- Não gostei de mim, assim,
Lá do Alto!
Tu Estrela minha…
Envolves-me na tua luz mágica e…
Deixas-me iluminada
Pronta para ofuscar
O Amanhecer.
…………………… Estou convencida!!!
BF
domingo, 26 de agosto de 2007
Porque me apetece Lisboa...




Porque me apetece Lisboa.
Cidade minha
Nesta entrega diária.
Em que no Tejo poiso o olhar
Num movimento sincronizado com o erguer da persiana
Leito dos sonhos de quem da outra margem vem
E te dá vida…
E te deixa despida…
Quando no cansaço das horas
No leito do rio se entrega
Lavando as magoas, no ondular suave das águas,
Da partida de ti…
Porque me apetece Lisboa
Cidade minha…
Que respiro
Vivo
Miro
Amo
E de novo digo…
Porque me apetece Lisboa!
BF




























